Mudança climática
Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) indicam 80% de probabilidade de ocorrência de um El Niño de intensidade moderada a forte no segundo semestre deste ano. O alerta se refere a quanto e quando vai chover, restando evidente o risco de ocorrerem lacunas hídricas severas.
Oito em cada dez pessoas (85%) já notam interferências das mudanças climáticas em seu cotidiano, sendo que quase metade (46%) julga esse impacto intenso. O dado foi obtido por equipes do Aurora Lab e da More in Common, em pesquisa sobre a transição de energias sujas para limpas, que será lançada nesta quarta-feira (27), em São Paulo.
Novo estudo realizado na Chapada Diamantina (BA) e publicado pela revista científica Biodiversity and Conservation, mostra que o clima desempenha papel central na organização das comunidades de aves ao longo das montanhas da região. As mudanças climáticas alteram o número de espécies e a forma como contribuem para o funcionamento dos ecossistemas.
O avanço das mudanças climáticas já impõe novos desafios à agricultura, favorecendo o desequilíbrios nos sistemas produtivos. Nesse cenário, o pesquisador Wagner Bettiol, da Embrapa Meio Ambiente, defende a ampliação do controle biológico e a preservação da biodiversidade microbiana para tornar a produção agrícola mais resiliente.
Com a metodologia I.A.R.A. (Índice de Avaliação de Risco Ambiental), o Grupo Boticário avança em ações sustentáveis e obtém resultados concretos: 98% dos shampoos e 100% dos sabonetes (em barra e líquidos) e óleos hidratantes com enxágue são biodegradáveis. O sistema produtivo apresenta menor impacto na água quando comparados à média da categoria.
O aumento da temperatura, alterações nos regimes de chuva e maior concentração de CO₂ modificam o ciclo de vida de insetos pragas e de fitopatógenos, podendo influenciar a suscetibilidade das plantas e alterar a distribuição geográfica de pragas e doenças. O chamado triângulo da doença é profundamente afetado pelas mudanças climáticas.
Promover o uso responsável de recursos naturais, apoiar iniciativas de carbono neutro e reforçar práticas que garantam a sustentabilidade ambiental para as gerações futuras: estes são alguns dos objetivos do Dia Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas, celebrado, no Brasil, em 16 de março.
A Natura foi reconhecida, pelo segundo ano consecutivo, com a nota A em mudanças climáticas pelo Carbon Disclosure Project (CDP), principal plataforma internacional que avalia a transparência e as ações das empresas diante das mudanças climáticas. É a única empresa brasileira do setor de cosméticos a atingir essa nota.
A maior parte da costa do estado do Rio de Janeiro pode sofrer com as consequências das mudanças do clima. A conclusão é de um estudo da Universidade Federal Fluminense (UFF) que calcula 60% do litoral com vulnerabilidades médias e elevadas, o que indica riscos de inundações e de erosão causada por ondas.
Com cerca de R$ 2 bilhões em projetos aprovados em 2025, o maior volume anual desde sua criação, o Fundo Amazônia ampliou a escala de atuação, avançou na restauração de áreas degradadas, expandiu o apoio a atividades produtivas sustentáveis em toda a Amazônia Legal e ampliou ações de combate e prevenção a incêndios florestais para o Cerrado e o Pantanal.
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