Mudança climática
Com participação próxima de 23% no PIB brasileiro, considerando toda a cadeia do agronegócio, o setor está exposto a riscos climáticos que ultrapassam as perdas nas lavouras. A agropecuária precisa ampliar sua capacidade de adaptação a condições climáticas adversas, com gestão de riscos e práticas produtivas mais resilientes.
Diante da urgência de uma crise climática, os temas relativos ao meio ambiente se impõem nas agendas dos candidatos ao segundo turno das eleições. Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentam soluções diferentes - apesar da convergência em alguns pontos - para mitigar problemas relacionados à conservação ambiental às mudanças climáticas.
O Painel El Niño 2026-2027, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indica em seu boletim nº 4, que há 95% de probabilidade de que o fenômeno alcance intensidade “muito forte” no trimestre outubro-novembro-dezembro, entre a primavera e o verão no Hemisfério Sul. Evento poderá estar entre os mais intensos desde 1950.
O uso de soluções biológicas vem ganhando espaço no cultivo de cana-de-açúcar como alternativa para tornar o manejo agrícola mais eficiente e sustentável. Na Atvos, os bioinsumos já são utilizados em 100% das áreas de plantio e corte de soqueira, integrando estratégias de controle de pragas, proteção dos cultivos e agricultura regenerativa.
A chegada da primavera traz mudanças nas condições meteorológicas e coloca em evidência um cenário que exige atenção: a influência do El Niño sobre o clima. Buscar informações em fontes confiáveis, acompanhar alertas meteorológicos e cobrar planejamento para emergências são iniciativas que ajudam a reduzir riscos, alerta o especialista Edson Grandisoli.
Quem vencer as eleições começará 2027 administrando os efeitos de um El Niño que pode se tornar o mais forte já registrado. O Brasil está particularmente exposto: um novo estudo do Climate Impact Lab projeta 13,3 mil mortes adicionais relacionadas ao calor no país até fevereiro, o quinto maior número entre os países analisados. E o calor é apenas uma parte do risco.
A seca voltou a avançar no Brasil. A atualização mais recente do Monitor de Secas, divulgada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), mostra que a área afetada passou de 45% para 52% do território nacional, o que motiva uma pergunta: quanto da água utilizada pela indústria pode retornar ao próprio processo produtivo? Leia mais
Pesquisadores que estudam os impactos das mudanças do clima em diferentes áreas podem se inscrever, até 2 de outubro, no Prêmio iCS de Economia e Clima. A iniciativa é promovida pelo Instituto Clima e Sociedade, em parceria com a Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia (Anpec).
As fortes chuvas que atingiram o estado de São Paulo de quinta-feira a sábado deixaram ao menos oito pessoas mortas e uma desaparecida, além de queda de árvores, alagamento e outras ocorrências. Na capital, um prédio em construção desabou sobre casas vizinhas, na madrugada de sábado (12), na Rua Tequeci, na Penha.
A ocorrência cada vez mais frequente de tempestades severas, ondas de calor e períodos prolongados de estiagem reforça a necessidade de preparar cidades e residências para eventos climáticos extremos. Mais do que reagir a situações de emergência, a adoção de medidas preventivas pode reduzir danos materiais e, principalmente, proteger vidas.
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