Mudança climática
O El Niño se intensificou e tem 81% de chance de atingir a categoria “muito forte” entre os meses de outubro e dezembro próximos, segundo estimativa publicada nesta quinta-feira (9) pela National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), agência de previsão climática dos Estados Unidos, uma das mais importantes do mundo.
Quase metade das crianças e adolescentes do mundo está exposta a pelo menos três riscos climáticos. São cerca de 1,1 bilhão de pessoas. Além disso, quase todas as crianças do planeta enfrentam ao menos uma ameaça do clima extremo. Dados são do Relatório de Risco Climático das Crianças 2026, divulgado pelo Unicef, o que reforça a convicção de que educação ambiental deve fazer parte da formação das crianças desde a primeira infância.
O Projeto Recife das Pinaúnas inicia nova etapa de atuação voltada para comunidades insulares da Baía de Todos-os-Santos. Patrocinada pela Acelen, a iniciativa leva ações de educação ambiental e recomposição dos manguezais para estudantes da Ilha de Maré (Salvador), da Ilha do Paty (São Francisco do Conde) e Ilha de Maria Guarda (Madre de Deus).
A Agência Nacional para Oceanos e Atmosfera (NOAA, na sigla em inglês), do governo dos Estados Unidos, declarou ter observado condições condizentes com o fenômeno El Niño ao longo da primeira semana de junho. Segundo a agência, a previsão é que o fenômeno continue até fevereiro de 2027.
Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) indicam 80% de probabilidade de ocorrência de um El Niño de intensidade moderada a forte no segundo semestre deste ano. O alerta se refere a quanto e quando vai chover, restando evidente o risco de ocorrerem lacunas hídricas severas.
Oito em cada dez pessoas (85%) já notam interferências das mudanças climáticas em seu cotidiano, sendo que quase metade (46%) julga esse impacto intenso. O dado foi obtido por equipes do Aurora Lab e da More in Common, em pesquisa sobre a transição de energias sujas para limpas, que será lançada nesta quarta-feira (27), em São Paulo.
Novo estudo realizado na Chapada Diamantina (BA) e publicado pela revista científica Biodiversity and Conservation, mostra que o clima desempenha papel central na organização das comunidades de aves ao longo das montanhas da região. As mudanças climáticas alteram o número de espécies e a forma como contribuem para o funcionamento dos ecossistemas.
O avanço das mudanças climáticas já impõe novos desafios à agricultura, favorecendo o desequilíbrios nos sistemas produtivos. Nesse cenário, o pesquisador Wagner Bettiol, da Embrapa Meio Ambiente, defende a ampliação do controle biológico e a preservação da biodiversidade microbiana para tornar a produção agrícola mais resiliente.
Com a metodologia I.A.R.A. (Índice de Avaliação de Risco Ambiental), o Grupo Boticário avança em ações sustentáveis e obtém resultados concretos: 98% dos shampoos e 100% dos sabonetes (em barra e líquidos) e óleos hidratantes com enxágue são biodegradáveis. O sistema produtivo apresenta menor impacto na água quando comparados à média da categoria.
O aumento da temperatura, alterações nos regimes de chuva e maior concentração de CO₂ modificam o ciclo de vida de insetos pragas e de fitopatógenos, podendo influenciar a suscetibilidade das plantas e alterar a distribuição geográfica de pragas e doenças. O chamado triângulo da doença é profundamente afetado pelas mudanças climáticas.
Leia mais