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Gestão Tecnológica: Inema destaca inovação da Bahia em fiscalização ambiental

Publicado em 12/07/2026 às 17:00 edição Lenilde Pacheco


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Proteção estratégica da vegetação nativa por meio de recursos tecnológicos - Foto: Inema/Divulgação

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) levou ao MapBiomas Summit 2026, realizado nesta semana em São Paulo, uma experiência desenvolvida na Bahia que vem modernizando a fiscalização ambiental com o uso integrado de tecnologias geoespaciais, automação de processos e inteligência de dados. O encontro é um dos principais fóruns do país dedicados à aplicação de informações espaciais no monitoramento ambiental e reúne representantes de universidades, organizações da sociedade civil e empresas de tecnologia que integram a rede MapBiomas, responsável por acompanhar as mudanças na cobertura e no uso da terra no Brasil.

O projeto apresentado pelo Instituto, “Transformação Digital na Fiscalização Ambiental: Automatização com os Dados do MapBiomas no Sistema Integrado de Fiscalização da Vegetação Nativa (SIFVN)”, foi desenvolvido pelas equipes da Diretoria de Fiscalização Ambiental (Difis) e da Coordenação de Tecnologia da Informação e Comunicação (Cotic). A iniciativa demonstra como a integração de dados geoespaciais fortalece a capacidade dos órgãos ambientais para identificar, analisar e responder com mais rapidez a ocorrências de supressão de vegetação nativa.

A experiência baiana foi reconhecida entre as melhores apresentações do evento, destacando-se pelo uso inovador das bases de dados do MapBiomas para tornar a fiscalização mais inteligente, eficiente e orientada por evidências.

A solução reúne em uma única plataforma alertas de desmatamento, imagens de satélite, bases cartográficas e mecanismos automatizados de análise e priorização das ocorrências. Com essa integração, o Sistema Integrado de Fiscalização da Vegetação Nativa (SIFVN) reduz o tempo de resposta das equipes técnicas, aprimora o planejamento das ações em campo e amplia a efetividade do monitoramento ambiental.

Ao incorporar ferramentas de sensoriamento remoto e processamento automatizado de dados, o sistema qualifica a análise técnica das ocorrências, otimiza o emprego dos recursos de fiscalização e reforça a capacidade do Estado de proteger a vegetação nativa por meio de uma gestão ambiental mais tecnológica, precisa e estratégica.