Observação de aves ganha adeptos e proporciona benefícios para saúde
Publicado em 07/05/2022 às 08:57 edição Lenilde Pacheco
Saí Canário, da rica biodiversidade brasileira - Foto: Acervo Floresta Estadual Avaré
O número de brasileiros interessados pelo birdwatching – ou passarinhar – é cada vez maior. O verbo que anteriormente definia “caçar pássaros” hoje tem outro significado e valor. Passarinhar é observar, fotografar ou catalogar aves em florestas, parques ou mesmo na varanda de casa, em centros urbanos.
A rica biodiversidade brasileira em muito contribui para despertar novos adeptos. O Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (CBRO) mostra que 20% das aves do mundo vivem no território brasileiro, o equivalente a 1.919 espécies que atraem inclusive estrangeiros. A atividade tem sido incorporada ao turismo em diversas regiões do país.
Embora, os ingleses tenham o domínio dessa atividade, o birdwatching tem crescido cada vez mais no país, segundo a ONG Avistar Brasil, que organiza o maior encontro de observação de aves da América Latina, atualmente com 35 mil pessoas e estimativa de ampliar este número nos próximos anos. Passarinhar é uma terapia natural. Pesquisas apontam que observar aves, mesmo em ruas perto de casa, ajuda a combater a depressão e a ansiedade.
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A Universidade de Exeter (Inglaterra) divulgou, em 2017, estudo comprovando que as pessoas que moram em bairros arborizados e com mais aves por perto estão menos propensas a desenvolverem problemas de saúde. Passarinhar ajuda o observador a aumentar sua capacidade de atenção; estimula a audição e a visão.