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Movimento SOS Parques alerta para riscos da redução de áreas urbanas permeáveis

Publicado em 22/09/2026 às 16:27 edição Lenilde Pacheco


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Parque Villa Lobos (SP): área impermeável aumentou entre 2022 e 2026 - Foto: SOS Parques/Divulgação

Em apenas 14 dias, São Paulo recebeu três vezes o volume de chuva esperado para todo o mês de setembro, ampliando a pressão sobre a drenagem urbana e os riscos de alagamentos. Nesse cenário, a preservação de áreas verdes e de solo permeável ganha importância para reduzir o escoamento superficial e favorecer a absorção da água das chuvas.

Nos parques Villa-Lobos e Cândido Portinari, porém, a área impermeável aumentou 2,21 hectares entre 2022 e 2026, segundo análise realizada por integrantes do Movimento SOS Parques a partir da comparação de imagens comerciais de satélite, no período compreendido entre maio de 2022 e agosto de 2026.

Em 2022, as superfícies impermeáveis ocupavam 17,13 hectares, equivalentes a 20,2% da área analisada. Em agosto de 2026, passaram a somar 19,34 hectares, ou 22,8%. Na prática, quase um em cada quatro metros quadrados do complexo deixou de permitir a infiltração direta da água no solo.

O avanço da impermeabilização inclui pavimentos, estacionamentos, vias e estruturas associadas a eventos, como tendas e contêineres. Nessas áreas, a água da chuva não encontra o solo diretamente para infiltrar e tende a escoar para outros pontos, aumentando a demanda sobre o sistema de drenagem.

Além do lazer e da convivência, parques urbanos desempenham uma função ambiental estratégica, especialmente diante de episódios de precipitação mais intensa. A manutenção de áreas verdes e permeáveis contribui para reduzir o volume de água que chega rapidamente às ruas e à rede de drenagem.

Integrantes do movimento SOS Parques propõem que o impacto sobre a permeabilidade do solo seja considerado na autorização de novas estruturas e eventos nos parques. Para os analistas que integram o movimento, a ocupação desses espaços deve ser compatibilizada com sua função ambiental, que ganha relevância diante do aumento da frequência de episódios de chuva extrema.