img
img

Suzano amplia ações para a proteção das florestas e biodiversidade

Publicado em 22/09/2026 às 07:26 edição Lenilde Pacheco


img

Rio Mucuri: estratégia da empresa inclui a manutenção das matas ciliares e extensas áreas de vegetação nativa - Foto: Dvg

O Dia da Árvore (21 de setembro) deve ir além da celebração simbólica e reforçar a necessidade de ações permanentes em defesa das florestas. Na Suzano, a data remete para a importância de reforçar a estratégia que associa a produção de madeira para fins industriais à proteção de florestas nativas e à conservação da biodiversidade. A empresa mantém uma política de desmatamento zero em sua cadeia de suprimento, que proíbe o plantio ou a aquisição de madeira proveniente de áreas desmatadas.

Para monitorar o cumprimento da política, a companhia utiliza inteligência geoespacial e imagens de satélite na verificação de suas áreas, além de adotar critérios rigorosos para a seleção e o acompanhamento de fornecedores. Sistemas de rastreabilidade permitem acompanhar a origem da madeira desde o campo até a indústria, ampliando o controle sobre a cadeia produtiva.

A estratégia também inclui a manutenção de extensas áreas de vegetação nativa. No Brasil, a Suzano afirma proteger mais de 1,1 milhão de hectares, equivalentes a cerca de 40% das terras da companhia. Essas áreas contribuem para a conservação de habitats e espécies, a restauração de ecossistemas, a captura de carbono e o aumento da resiliência das paisagens diante das mudanças climáticas.

Na Bahia, são cerca de 151 mil hectares de florestas nativas protegidas, incluindo áreas consideradas de Alto Valor de Conservação (AAVCs), além de iniciativas de restauração ecológica.

“Além de utilizarmos apenas árvores de reflorestamento em nossas operações, aqui na Bahia nós protegemos cerca de 151 mil hectares de florestas nativas, incluindo áreas de Alto Valor de Conservação (AAVCs), além de executarmos um grande programa de restauração ecológica”, afirma Diomar Biasutti, coordenador de Meio Ambiente da Suzano na Bahia.

Reconectar as florestas

Entre as iniciativas voltadas à conservação da biodiversidade estão os Corredores Ecológicos, que conectam fragmentos de vegetação nativa antes isolados. Formados por áreas restauradas ou por modelos que combinam produção florestal e vegetação nativa, esses corredores ampliam a conectividade da paisagem e facilitam o deslocamento da fauna e a dispersão de espécies vegetais.

A conexão entre fragmentos também favorece o fluxo gênico, reduz o isolamento das populações e contribui para a conservação de espécies no longo prazo.

Na Bahia, as ações se concentram no Extremo Sul do Estado, em uma faixa entre Mucuri e Porto Seguro que atravessa oito municípios. Em escala nacional, a Suzano estabeleceu como meta conectar, até 2030, 500 mil hectares de áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade nos biomas Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia.

Sementes para a Mata Atlântica

A restauração também é estimulada pelo Projeto Semear Bahia, desenvolvido pela Suzano em parceria com o Centro de Desenvolvimento do Agronegócio (Cedagro) e o Viveiro Primaflora, em Prado (BA).

A iniciativa apoia a coleta, a produção e o plantio de sementes de espécies nativas da Mata Atlântica e envolve comunidades tradicionais e agricultores familiares. Além de ampliar a oferta de espécies necessárias aos projetos de restauração, o programa cria oportunidades de geração de renda e valoriza conhecimentos associados ao manejo de sementes nativas.

Segundo o biólogo e cofundador do Viveiro Primaflora, Mário Santana, o projeto capacita coletores e comunidades locais para o manejo sustentável das sementes e os conecta ao mercado de restauração ecológica. Parte da produção é destinada aos próprios Corredores Ecológicos.

“A parceria com a Suzano, no âmbito do Projeto Semear, fortalece ações de restauração ambiental e desenvolvimento local. O projeto articula geração de renda, valorização de saberes tradicionais e recuperação de áreas degradadas”, afirma Santana.

Ao combinar monitoramento da cadeia de suprimento, proteção de vegetação nativa, restauração ecológica e criação de corredores de biodiversidade, as iniciativas integram a conservação ambiental à estratégia florestal da companhia. O desafio, nesse modelo, é conciliar a produção de matéria-prima renovável com a manutenção dos ecossistemas que sustentam a biodiversidade, os serviços ambientais e a resiliência dos territórios.