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Nova cultivar de algodão ganha destaque pela resiliência à crise climática

Publicado em 12/09/2026 às 07:45 edição Lenilde Pacheco


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Melhoramento genético: bom desempenho mesmo sob estresse hídrico - Foto: Girassol/Divulgação

Uma nova cultivar de algodão desenvolvida para aliar alta produtividade, estabilidade agronômica e qualidade de fibra será apresentada pela Girassol Agrícola, líder na multiplicação de sementes de algodão, durante o Congresso Brasileiro de Algodão (CBA), de 22 a 24 de setembro, em Belo Horizonte (MG).

A GA 912 chega ao mercado em um cenário de maior pressão sobre a rentabilidade da cotonicultura, marcado pela necessidade de elevar a eficiência produtiva e, ao mesmo tempo, enfrentar condições climáticas cada vez mais desafiadoras. Com desempenho de destaque no oeste da Bahia e em Mato Grosso, a cultivar apresentou boa estabilidade produtiva em anos sob influência do El Niño, inclusive em períodos de veranicos prolongados, de 30 a 40 dias.

Segundo a empresa, a capacidade de manter o desempenho mesmo sob estresse hídrico está relacionada, entre outros fatores, ao tamanho da semente e à maior capacidade de formação de raízes, características que favorecem o aproveitamento da água disponível no solo e contribuem para maior segurança produtiva em condições adversas.

Além da resiliência climática, a GA 912 combina atributos voltados à produtividade e à qualidade industrial. A cultivar apresenta peso médio de capulho de 5,6 gramas e rendimento de fibra de 41,8%, indicadores que ampliam o potencial produtivo e favorecem o aproveitamento da matéria-prima pela indústria. A fibra de padrão premium também agrega valor ao produto e pode contribuir para uma melhor remuneração ao produtor.

O desempenho observado em Mato Grosso e na Bahia reforça as perspectivas para duas importantes regiões da cotonicultura brasileira, especialmente diante da crescente necessidade de materiais capazes de oferecer maior previsibilidade de produção em um ambiente de intensificação dos eventos climáticos extremos.

“A GA 912 é resultado de um trabalho que começa muitos anos antes do lançamento. Enquanto apresentamos novas soluções ao mercado, seguimos construindo as próximas gerações de cultivares”, afirma Jhonathan Costa, diretor Comercial da Girassol Agrícola.

De acordo com o executivo, somente nos últimos meses, a empresa avaliou mais de 18 materiais codificados, ainda em desenvolvimento, em diferentes ambientes produtivos. O objetivo é identificar cultivares capazes de responder às demandas da cotonicultura moderna, com ciclos precoce e médio-precoce, novas biotecnologias e resistências, além de alta produtividade e qualidade de fibra.

Produtores

A Girassol Agrícola também levará ao Congresso, por meio do Clube Nossa Fibra Veste o Mundo, 17 produtores de algodão que, juntos, representam aproximadamente 175 mil hectares cultivados. O grupo reúne cotonicultores de Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Bahia e terá acesso a uma programação voltada ao relacionamento, à atualização técnica e à troca de experiências sobre os desafios e as oportunidades da produção de algodão no país.

A participação no CBA também marca o início oficial das comemorações dos 45 anos da Girassol Agrícola, que serão celebrados em 2027. Para a empresa, o evento inaugura um novo ciclo, pautado pela inovação, segurança agronômica e desenvolvimento de soluções para uma cotonicultura brasileira mais produtiva, competitiva e preparada para os desafios impostos pelas mudanças do clima.