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Instituto Preguiça-de-Coleira restaura Mata Atlântica com apoio da Bracell

Publicado em 18/08/2026 às 09:04 edição Lenilde Pacheco


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Iniciativa conecta fragmentos de Mata Atlântica e amplia a proteção da preguiça-de-coleira - Foto: Bracell/Divulgação

O Instituto Preguiça-de-Coleira de Pesquisa e Conservação (IPDC) completa um ano de atuação na Costa dos Coqueiros, no Litoral Norte da Bahia, com uma agenda voltada à conservação da Mata Atlântica e à proteção da preguiça-de-coleira (Bradypus torquatus), espécie endêmica do bioma e ameaçada de extinção. A programação inclui a inauguração de um novo espaço de visitação dedicado à espécie e o início de uma frente de restauração de corredores ecológicos.

A primeira ação de plantio do instituto será realizada em 25 de agosto, na Fazenda Toca da Onça, em Olhos D’Água, com apoio técnico da Bracell. As mudas foram doadas pelo evento esportivo Desafio Latitude 12. A equipe de restauração da empresa fará o plantio com a participação de voluntários e também fornecerá insumos, como adubo e hidrogel.

A parceria prevê ainda orientação técnica para os responsáveis pela manutenção das mudas e pela continuidade das ações de restauração de áreas degradadas na propriedade. Segundo Meryellen Baldim, gerente de Meio Ambiente e Certificações da Bracell Bahia, a iniciativa contribui para conectar fragmentos de Mata Atlântica e ampliar as condições de circulação, abrigo e alimentação da preguiça-de-coleira.

A Bracell mantém quatro Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), entre elas a Reserva Lontra, no Litoral Norte da Bahia, com 1.377 hectares de Mata Atlântica. Reconhecida pela Unesco como Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA), a área reúne 378 espécies de flora silvestre, 264 espécies de aves, 75 de anfíbios, 57 de répteis e 38 de mamíferos.

A empresa também mantém parceria com o governo da Bahia, por meio do programa Compromisso Um para Um, voltado à ampliação da área de conservação da Mata Atlântica. Em Salvador, a iniciativa contribui para a preservação do Parque Metropolitano de Pituaçu.

Nova frente de atuação

O aniversário de um ano marca uma mudança de escala na atuação do IPDC, que passa a concentrar parte de seus esforços na formação de corredores ecológicos no Litoral Norte. A estratégia busca reconectar fragmentos florestais atualmente isolados, ampliando o território disponível para a preguiça-de-coleira e outras espécies da fauna.

A conexão entre os fragmentos também pode reduzir a exposição dos animais a riscos associados à fragmentação do habitat, como atropelamentos e acidentes na rede elétrica. Para isso, serão utilizadas espécies nativas da Mata Atlântica, incluindo árvores que fazem parte da alimentação da preguiça-de-coleira, cuja dieta é composta principalmente por folhas e brotos.

Programação

24 de agosto — Trilha de observação de preguiças com estudantes da Escola Angelina, na Floresta do Aruá. A atividade busca aproximar alunos da rede pública do bioma e da fauna local.

25 de agosto — Plantio de mudas nativas na Fazenda Toca da Onça, em Olhos D’Água, em parceria com a Bracell.

27 de agosto, às 17h — Inauguração do Espaço Preguiça, no Centro de Visitantes do Projeto Baleia Jubarte, com assinatura de termos de parceria com instituições que apoiam o trabalho do instituto, celebração da marca de 1.000 registros de ciência cidadã e entrega do Certificado Amigo da Preguiça aos colaboradores que mais contribuíram com o programa no último ano.