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Livro destaca conservação dos manguezais de São Francisco do Conde

Publicado em 10/09/2026 às 15:27 edição Lenilde Pacheco


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Ecossistema essencial à biodiversidade e à subsistência de comunidades tradicionais, o manguezal é também espaço de trabalho, memória e conhecimento. É nesse encontro entre natureza e território que nasce o livro Manguezais de São Francisco do Conde: conhecer para proteger, publicado pela Associação Cultural, Esportiva e Recreativa das Comunidades de Caípe (ACERT). A obra é resultado do projeto Manguezal: Conhecer para Proteger, patrocinado pela Acelen, com apoio da AVSI Brasil e do Conselho Comunitário Consultivo de São Francisco do Conde (BA).

Lançada esta semana, na Secretaria de Educação de São Francisco do Conde, a publicação reúne informações sobre os manguezais do município, registros dos principais tipos encontrados na região, mapas e conteúdos dedicados à conservação. O livro também valoriza a atuação das comunidades tradicionais e reúne iniciativas de educação ambiental desenvolvidas no território.

A publicação será distribuída em 21 escolas da rede pública. Organizada em oito tópicos, apresenta conteúdo em linguagem acessível a estudantes da educação básica e à comunidade, acompanhado de fotografias produzidas pelos autores, colaboradores e moradores locais. A proposta é ampliar o acesso ao conhecimento sobre os manguezais e oferecer às escolas um material pedagógico conectado à realidade dos alunos.

“Quando uma comunidade registra e compartilha o conhecimento acumulado ao longo da vida, ela também fortalece sua capacidade de cuidar do território. O livro nasce da necessidade de reunir e registrar esse conhecimento, preservar a memória e incentivar o cuidado com o meio ambiente”, afirma a geógrafa Angélica Paixão, que organizou a obra ao lado do geógrafo Edvaldo Santos.

Para a Acelen, iniciativas que aproximam conhecimento, educação e conservação ambiental contribuem para o desenvolvimento sustentável dos territórios onde a empresa atua. “Ao apoiar uma publicação como esta, estamos investindo em educação, consciência ambiental e na construção de uma cultura de preservação”, afirma João Raful, vice-presidente da Acelen.

O compromisso com a conservação também se estende a ações de campo. Em 16 de setembro, das 7h às 13h, colaboradores da Acelen, moradores da comunidade e representantes da SOLLOS participarão de um mutirão de limpeza na Praia de Caípe de Baixo. O ponto de encontro será nas proximidades da Associação Deus Dará.

A iniciativa integra um conjunto de ações ambientais promovidas pela empresa, entre elas o Mudas Para Mudar, programa vinculado ao Acelera Pesca que realiza mutirões de limpeza de manguezais e plantio de mudas em comunidades do entorno da Refinaria de Mataripe.