Copa Guardiões da Floresta une esporte e educação ambiental no Sul da Bahia
Publicado em 25/08/2026 às 15:34 edição Lenilde Pacheco
Iniciativa busca aproximar os jovens de temas relacionados à preservação ambiental - Foto: Divulgação
A Escola Omar Caja, da comunidade de Juerana, em Caravelas, foi a vencedora da terceira edição da Copa Guardiões da Floresta, torneio de futebol juvenil promovido pela área de Inteligência Patrimonial da Suzano. A competição reuniu 140 estudantes de 12 e 13 anos, de sete escolas públicas do Extremo Sul da Bahia, no sábado (22), em Juerana.
Mais do que uma disputa esportiva, a iniciativa busca aproximar os jovens de temas relacionados à preservação ambiental, integração comunitária e proteção das florestas. A programação também criou oportunidades para identificar novos talentos do futebol. O observador técnico do Esporte Clube Vitória (BA), Charles Miller, acompanhou os jogos e pré-selecionou seis atletas para uma avaliação nas categorias de base do clube, em Salvador.
A competição foi precedida por um amistoso entre crianças de 9 e 10 anos da Escola Júlio Gerônimo, de Juerana, e da Escolinha de Futebol Nova Geração. Na sequência, as sete equipes disputaram partidas em sistema eliminatório até a definição do campeão.
Participaram do torneio as escolas João Martins Peixoto, de Helvécia (Nova Viçosa); Omar Caja, de Juerana; Maria Quitéria, de Taquari (Alcobaça); Francisco Henrique dos Santos, de Rancho Alegre (Caravelas); São José, de Alcobaça; Vera Cruz, de Posto da Mata (Nova Viçosa); e EMF Pouso Alegre, de Alcobaça. A Suzano forneceu uniformes, transporte e alimentação aos participantes.
Esporte como ferramenta de transformação
A Copa também promove o intercâmbio entre estudantes de diferentes comunidades do Extremo Sul baiano. Para Maria das Graças Santos da Cruz Resende, diretora do Colégio Municipal Vera Cruz, de Posto da Mata, a participação amplia as experiências dos alunos para além do ambiente escolar.
“É a terceira vez que nossa escola participa da Copa, e para nós é muito relevante essa socialização, uma vez que os alunos e educadores saem do ambiente escolar, gerando um intercâmbio esportivo, cultural, de lazer, mas também de muito aprendizado”, afirma.
Para as famílias, o torneio representa ainda uma oportunidade de apoiar os projetos de vida dos jovens. Maria Aparecida Gonçalves, mãe de Keysson, de 13 anos, aluno do 7º ano da Escola São José, acompanha o filho desde as primeiras edições.
“Meu filho participa todos os anos da Copa, e eu sempre acompanho de perto. Ele sonha em ser jogador de futebol e eu estou sempre incentivando e levando para as competições”, relata. Para ela, entretanto, o principal legado do evento está na integração entre as escolas e no estímulo à preservação ambiental.
Educação ambiental
Criado pela área de Inteligência Patrimonial da Suzano, o Guardiões da Floresta utiliza atividades esportivas e educativas para ampliar a conscientização sobre a importância da conservação das florestas, principalmente entre crianças e adolescentes. O projeto atua em comunidades rurais e escolas públicas próximas às áreas florestais da empresa em estados como Bahia, Espírito Santo, São Paulo, Maranhão, Pará e Mato Grosso do Sul.
No Extremo Sul baiano, as ações já alcançaram os municípios onde a Suzano mantém atividades, envolvendo escolas, comunidades, colaboradores e outros públicos. A estratégia combina educação ambiental e prevenção de crimes contra as florestas, como desmatamento, queimadas, caça ilegal e pesca predatória.
A iniciativa mantém ainda um canal gratuito de denúncias por telefone e WhatsApp, pelo número 0800 203 0000, para o registro de ocorrências ambientais.
“Quanto mais pessoas se conscientizarem da importância das nossas florestas, maiores são as possibilidades de evitar ocorrências de crimes ambientais”, afirma Arilson Siqueira, gerente de Inteligência Patrimonial da Suzano.
Ao associar esporte, educação e conscientização ambiental, a Copa Guardiões da Floresta amplia o alcance de uma agenda que vai além da competição. O objetivo é estimular, entre os jovens das comunidades próximas às áreas florestais, uma cultura de cuidado com o território e valorização dos recursos naturais, ao mesmo tempo em que fortalece vínculos entre escolas e comunidades da região.