Agropalma amplia treinamento para formação de mulheres no agro
Publicado em 05/03/2026 às 07:27 edição Lenilde Pacheco
Com ações afirmativas e capacitação, empresa impulsiona a presença feminina em funções antes consideradas masculinas
Durante décadas, a imagem do agronegócio brasileiro foi associada majoritariamente à força masculina nas frentes de campo e nas operações industriais, mas essa realidade começa a ser redesenhada. Dados do “Boletim Mercado de Trabalho do Agronegócio Brasileiro”, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), apontam que a participação feminina vem crescendo em ritmo mais acelerado do que a masculina. O número de mulheres que compõem o perfil da mão de obra cresceu 2,2% no terceiro trimestre de 2025, na comparação com o mesmo período do ano anterior, superando o progresso de 1,9% dos homens e mantendo a onda de evolução já observada no trimestre precedente.
Na Agropalma, empresa brasileira reconhecida mundialmente como referência na produção sustentável de soluções com óleo de palma, esse movimento de transformação estrutural do setor se reflete na prática. Mulheres assumem máquinas pesadas, liderando equipes e ocupando posições estratégicas. Atualmente, 23% do quadro de colaboradores da companhia são compostos por mulheres – percentual que vem crescendo de forma consistente nos últimos anos como resultado direto das iniciativas estruturadas de inclusão e desenvolvimento profissional.
Em 2025, a empresa registrou um aumento expressivo na admissão de mulheres para a área industrial, especialmente em vagas de safra, por meio de processos seletivos afirmativos. Em 2026, a estratégia estendeu-se para a área agrícola com recrutamentos exclusivos para mulheres nas atividades de corte e poda, democratizando o acesso feminino a funções que, seja pelo setor ou pela cultura regional, costumavam ser ocupadas historicamente por homens.
Formação técnica
Um dos principais motores dessa mudança é o programa Elas no Comando, criado inicialmente para apoiar mulheres interessadas na transição para a operação de máquinas pesadas. A iniciativa foi recém-ampliada e passou a contemplar todas as colaboradoras da empresa, incluindo lideranças. Na edição mais recente, 31 gerentes e coordenadoras participaram do ciclo de capacitação voltado ao desenvolvimento de competências de gestão e à tomada de decisão estratégica.
A empresa também já conta com mulheres promovidas à função de Operadoras de Máquinas Pesadas na área agrícola. Na última movimentação registrada, duas funcionárias transicionaram para a área, consolidando avanços concretos na mobilidade da carreira e expansão de oportunidades dentro da própria empresa.
ESG e sustentabilidade
A promoção da equidade de gênero integra a estratégia de ESG da Agropalma e é acompanhada pelo Comitê de Gênero, Diversidade e Inclusão – Agropalma Plural. Para a companhia, incrementar a presença feminina representa um investimento direto na sustentabilidade social do negócio.
“Elevar o número de mulheres na área agrícola, especialmente no interior do Pará, significa promover autonomia econômica e fortalecer o desenvolvimento sustentável das comunidades onde atuamos”, afirma Gisliane Andressa, coordenadora de Gente e Gestão da Agropalma. “Ao mesmo tempo, investir na formação técnica para que mulheres operem máquinas pesadas e equipamentos industriais, permite romper um paradigma histórico do setor. Para nós, essa é a essência de uma agenda ESG consistente: unir diversidade, desenvolvimento regional e sustentabilidade do negócio.”
No longo prazo, a diversidade de gênero impulsiona a capacidade de inovação, enriquece perspectivas na tomada de decisão e sustenta resultados mais consistentes. Ao abrir espaço para que mais mulheres atuem na operação, na gestão e nas áreas estratégicas do agro, a Agropalma ajuda a redesenhar o perfil do setor e a solidificar um modelo de desenvolvimento mais diverso e resiliente.
Sobre a Agropalma
A Agropalma é uma empresa brasileira reconhecida em todo o mundo como referência na produção sustentável de soluções com óleo de palma. Sua trajetória começou em 1982, no município de Tailândia (PA), e sua atuação perfaz toda a cadeia produtiva – da fabricação de mudas ao óleo refinado e gorduras especiais às soluções de alto valor agregado. Atualmente, a companhia conta com seis indústrias de extração de óleo bruto, duas refinarias e um terminal de exportação alfandegado, e emprega cerca de 5 mil colaboradores. A Agropalma também foi pioneira em implementar, há mais de 20 anos, um programa de Agricultura Familiar com palma, que beneficia hoje mais de 300 agricultores parceiros.