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BNDES Florestas vence Prêmio Alide Verde por incentivo à bioeconomia

Publicado em 23/05/2026 às 16:10 edição Lenilde Pacheco


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Iniciativa da instituição foi reconhecida pela estratégia de apoio à restauração florestal - Foto: Marcelo Curia/BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebeu nesta quinta-feira, 21, em Assunção, no Paraguai, o Prêmio Alide Verde pela iniciativa BNDES Florestas, estratégia que organiza e dá escala à atuação do Banco em conservação, recuperação, restauração ecológica e produtiva, manejo florestal sustentável, inovação e fortalecimento da bioeconomia de espécies nativas. A premiação, concedida durante a 56ª Assembleia da Associação Latino-Americana de Instituições Financeiras para o Desenvolvimento (Alide), marca uma conquista inédita: é a primeira vez que uma instituição financeira vence por três anos consecutivos a mesma categoria do prêmio e também a primeira vez que o BNDES é premiado por três anos seguidos.

O Prêmio Alide busca destacar boas práticas adotadas na América Latina pelas instituições financeiras para o desenvolvimento. Na categoria Alide Verde, são reconhecidas iniciativas pioneiras que visem o enfrentamento às mudanças climáticas no âmbito dos programas de financiamento.

O reconhecimento reforça a trajetória recente do Banco na agenda climática. Nos últimos anos, o BNDES mobilizou R$ 7,5 bilhões para manter e reconstruir florestas brasileiras, combinando crédito, recursos não reembolsáveis, garantias, concessões e apoio produtivo. Trata-se de um conjunto de projetos em implementação em todo o país, cuja integração potencializa resultados e ajuda a dar escala à restauração florestal. A estratégia também amplia a capacidade de atrair capital privado: a cada R$ 1 em crédito, o Banco alavanca R$ 1,59 do setor privado.

Os resultados dessa estratégia são expressivos. O volume equivale ao plantio de 334 milhões de árvores, à geração de 84 mil empregos verdes e à remoção estimada de 64 milhões de toneladas de CO₂-equivalente. Os recursos apoiam iniciativas de restauração ecológica e produtiva, bioeconomia, inovação, manejo sustentável e fortalecimento de cadeias associadas à sociobiodiversidade.

“Com o BNDES Florestas, queremos transformar o restauro florestal de espécies nativas em uma grande estratégia econômica para o país. É uma agenda que envolve economia, inclusão social e meio ambiente. Não estamos falando de uma promessa para o futuro: a floresta já está sendo restaurada hoje, com recuperação dos nossos biomas, geração de empregos verdes, captura de carbono e restauração da biodiversidade”, afirmou Tereza Campello, diretora Socioambiental do BNDES, ao receber o prêmio em Assunção. “Estamos montando um ecossistema da economia florestal que pode ser uma grande oportunidade para o Brasil e para os países parceiros, como uma frente estratégica para ajudar a salvar o planeta”, concluiu.

BNDES Floresta – A iniciativa BNDES Florestas opera como um sistema integrado de instrumentos que se reforçam mutuamente. Entre eles estão o BNDES Floresta Crédito, que financia projetos produtivos e de restauração com espécies nativas; o Floresta Viva, que mobiliza recursos não reembolsáveis próprios e privados em arranjos inovadores; o Arco da Restauração, voltado à recomposição de áreas degradadas no bioma Amazônia; o ProFloresta+, que conecta financiamento à compra antecipada de créditos de carbono; além das concessões florestais com manejo sustentável e iniciativas de inovação tecnológica.

Mais do que um conjunto de programas, o BNDES Florestas funciona como uma plataforma integrada de instrumentos financeiros, parcerias e soluções de mercado para transformar a restauração florestal em vetor de desenvolvimento. A iniciativa conecta conservação ambiental, geração de renda, segurança hídrica, captura de carbono, fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis e valorização de comunidades locais, povos indígenas, quilombolas, agricultores familiares e populações tradicionais.

Prêmios – Com mais esse reconhecimento, o BNDES consolida uma sequência de iniciativas premiadas, com ações voltadas à transição ecológica, à proteção dos biomas brasileiros e à construção de novos modelos de desenvolvimento sustentável.

Em 2024, o BNDES foi agraciado na mesma categoria com o Floresta Viva, iniciativa composta por um conjunto de editais para formação de parcerias visando o apoio a projetos de restauração ecológica nos diversos biomas brasileiros, com espécies nativas e sistemas agroflorestais (SAFs). Já no ano passado, o prêmio ficou com o BNDES Azul, que está focado na proteção e uso sustentável dos ecossistemas marinhos e costeiros do Brasil. A iniciativa envolve um modelo de financiamento de longo prazo que integra ações de ordenamento territorial marinho, recuperação de recifes de coral e manguezais e apoio a atividades produtivas no litoral do país. Na edição de 2025, o Banco também foi o vencedor na categoria Produtos Financeiros com o programa de crédito BNDES Mais Inovação.

Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a conquista pelo terceiro ano consecutivo demonstra a consistência da estratégia do Banco, que tem avançado em soluções que unem preservação ambiental, geração de empregos e desenvolvimento sustentável. “Esses reconhecimentos internacionais reforçam que estamos no caminho certo ao integrar instrumentos financeiros e apoiar cadeias produtivas sustentáveis, promovendo inclusão social e proteção dos nossos biomas”, afirmou.

Alide – Fundada em 1968, a Alide está sediada na cidade de Lima, no Peru. Seu Conselho Diretor é renovado a cada dois anos. A gestão 2025-2027 é presidida por Juan Cuattromo, presidente do Banco da Província de Buenos Aires (Bapro). A vice-presidência é exercida pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante

As assembleias da entidade acontecem anualmente. Na sua 56ª edição, além da diretora Tereza Campello, a diretora de Pessoas, TI e Operações, Helena Tenório, participou como painelista em sessões que discutiram o desenvolvimento com geração de emprego, a soberania tecnológica e energética na América Latina e a medição do desenvolvimento em instituições financeiras. Helena também substituiu o presidente Aloizio Mercadante na reunião do Conselho Diretor.

Helena participou da abertura do evento, na primeira plenária, onde se destacou o tema das incertezas derivadas do atual cenário geopolítico. “Para enfrentar esse cenário de incerteza é preciso ter instituições fortes e coragem política. O BNDES tem sido o principal instrumento de política pública para o Brasil enfrentar desafios econômicos por meio, dentre outros programas, do Plano Brasil Soberano 1 e 2”, afirmou a diretora.