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UFBA instala placas solares fotovoltaicas para tornar o campus mais sustentável

Publicado em 22/07/2021 às 08:14 edição Lenilde Pacheco


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Placas começaram a ser instaladas nos Pavilhões de Aula da Federação (PAF) - Foto: UFBA

A Universidade Federal da Bahia vai contribuir para a eficiência energética e a preservação do meio ambiente. Para tanto, a instituição iniciou a instalação de 1.820 placas fotovoltaicas visando a produção de energia limpa. Os dois primeiros módulos terão capacidade de produção de energia da ordem de 105.170 KWh/mês, o que representa 6,5% do consumo total da UFBA em junho deste ano, de 1.614.294 KWH/mês.

As universidades brasileiras têm feito esforço com objetivo de  tornar seus campi mais sustentáveis. Elas têm sido avaliadas pelas melhores práticas e programas sustentáveis, considerando seis indicadores: áreas verdes, consumo de energia, gestão de resíduos, tratamento de água, mobilidade e educação ambiental.

Na UFBA, estão em fase de instalação 1.105 placas/módulos (de 535W, com 591KW), nos Pavilhões de Aula da Federação (PAF) I e V, na Biblioteca Central, Faculdade de Farmácia e nos Institutos de Física e de Letras. Outras 715 placas fotovoltaicas (de 350W, com 250KW) estão previstas para os Institutos de Biologia e Geociências e nos PAF III e IV, além de outros pontos dos campi da UFBA.

Para aquisição dos equipamentos, foram investidos R$ 3,3 bilhões de recursos descentralizados do Ministério da Educação (MEC) destinados exclusivamente para aquisição de tecnologias e equipamentos para produção de energia limpa. Não havia, portanto, possibilidade de utilizar este recurso para outra finalidade.

“Os locais são selecionados preliminarmente pela equipe de técnicos da Superintendência de Meio Ambiente e Infraestrutura (Sumai), fazendo-se uma avaliação das unidades com melhores condições de infraestrutura disponíveis, seguindo os critérios de facilidade de acesso, área de cobertura e estrutura física”, explicou João Ramos, técnico do Núcleo de Manutenção Elétrica e Eficiência Energética da Sumai.

Acerca dos benefícios ambientais da produção de energia limpa, Ramos destaca que “sua matéria prima é originada de forma sustentável na natureza, transformando a energia contida nos fótons da luz solar em energia elétrica, preservando os recursos naturais sem interferir no meio ambiente e permitindo seu uso de forma abundante e renovável”.

De acordo com o Superintendente de Meio Ambiente e Infraestrutura, Fábio Velame, a iniciativa de instalação das placas de energias fotovoltaicas, vinculada à Administração Central, contribuirá também com o trabalho de diversos laboratórios da UFBA, como é o caso do LabSolar (Laboratório de Certificação de Componentes para Energia Solar Fotovoltaica), inaugurado em 2019 em parceria com o Governo do Estado e financiamento da Coelba.

“O Labsolar vai poder utilizar esse espaço como espaço de prática de laboratório e de análise de eficiência de desempenho, assim como outros laboratórios também do Instituto de Física e de outras unidades da UFBA, como a Escola Politécnica”, afirmou.

O pró-reitor de Planejamento e Orçamento, Eduardo Mota, destaca que essa iniciativa pode ser o início de um conjunto de outros projetos semelhantes que, ao longo do tempo, podem significar uma redução importante das despesas com a conta de energia da universidade. Mota ressalta ainda que a aquisição dessa tecnologia poderá fomentar o ensino e a pesquisa na área das engenharias, tendo o seu conhecimento e experiência prática como um campo de estudo para graduação e pós-graduação.

Fonte:  Murillo Guerra/Edgard Digital UFBA