Sustentabilidade: Shell e SENAI CIMATEC apostam na produção do etanol de agave
Publicado em 13/04/2023 às 15:07 edição Lenilde Pacheco
Programa prevê utilizar absolutamente tudo da planta - Foto: Fábio Raya/LGE Unicamp
A Shell e o SENAI CIMATEC lançam, nesta quinta-feira (13), em Conceição do Coité (BA), a nova fase do programa Brazilian Agave Development (BRAVE). A iniciativa de Pesquisa e Desenvolvimento visa explorar o potencial do agave como fonte de biomassa para a produção de etanol e biogás. A planta é bastante utilizada no semiárido brasileiro para produção de sisal. No México, serve de matéria-prima para fabricação da famosa tequila.
São investidos R$ 30 milhões pela Shell no plano de transformar a paisagem do sertão nordestino, com a produção em escala industrial, do etanol de agave. O programa BRAVE é financiado por recursos destinados pela Shell dentro da cláusula de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O trabalho, nessa nova etapa, tem o propósito de confirmar em campo os resultados da pesquisa, realizada nos últimos anos, para criação de uma nova cadeia industrial e desenvolver, de forma pioneira, equipamentos para a colheita mecanizada da agave.
Os pesquisadores explicam que na fabricação de sisal e também na produção de tequila, o agave é subaproveitado. Para produzir a fibra de sisal, são utilizados apenas 4% da planta; no México, as folhas são descartadas no processo produtivo da tequila. Isso quer dizer que a maior parte da biomassa, em ambos os sistemas produtivos, é jogada fora. O projeto agora é utilizar absolutamente tudo da planta.
Parceria
A iniciativa é desenvolvida em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp), Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, SENAI CIMATEC e Agência Nacional do Petróleo (ANP).