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Greenline Carbonsat passa a integrar comitê de regulação do mercado de carbono

Publicado em 24/06/2026 às 17:28 edição Lenilde Pacheco


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Multinacional brasileira de inteligência climática vai subsidiar o comitê permanente do Sistema de Comércio de Emissões

A Greenline Carbonsat, multinacional brasileira pioneira em tecnologia geoespacial e auditoria de ativos ambientais, passa a integrar oficialmente a construção do mercado regulado de carbono no país. A companhia foi convidada a fazer parte do Grupo de Trabalho Temático sobre Metodologias de Efeito Estufa, braço estratégico do Comitê Técnico Consultivo Permanente do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (CTCP/SBCE).

Instituído nos termos da Resolução CTCP/SBCE nº 2, de 11 de maio de 2026, o GTT Metodologias tem o papel crucial de subsidiar tecnicamente o comitê em decisões de alta complexidade: o credenciamento e descredenciamento de metodologias para a geração de Certificados de Redução ou Remoção Verificada de Emissões (CRVE). Na prática, o grupo dita os critérios de integridade ambiental, permanência, gestão de riscos e salvaguardas socioambientais que vão governar o mercado regulado brasileiro.

O convite do SBCE, cuja governança está atrelada ao Ministério da Fazenda, valida a maturidade científica e o nível profissional da Greenline em um momento em que o ecossistema global exige o máximo de transparência contra o greenwashing. A empresa levará para o comitê sua experiência em assegurar que os créditos transacionados tenham lastro real e mensurável.

Ciência de dados

A contribuição da Greenline ao SBCE se apoia em uma virada de chave tecnológica. Enquanto as metodologias tradicionais aplicam o método convencional de inventário florestal e amostragens físicas locais sujeitas a margens de erro e extrapolações estatísticas, a Greenline aplica inteligência artificial e dados satelitais multiespectrais, hiperespectrais , microondas e Bandas P, das principais agências espaciais globais para monitorar, relatar e verificar a totalidade das áreas de preservação em tempo real. A fusão entre tecnologia geoespacial e biometria florestal multidimensional GLVCI (Greenline Vegetation Carbon Index) garante precisão cirúrgica aos dados de biomassa e captura de CO₂.

Para Lucio Lopez, presidente da Greenline, o convite reflete a urgência de estabelecer parâmetros técnicos de excelência para que o Brasil lidere a economia de baixo carbono com credibilidade internacional.

“Recebemos esse convite com grande responsabilidade e senso de propósito. A construção de um mercado regulado sólido depende de colaboração e alinhamento às melhores práticas globais. Contribuir tecnicamente com o SBCE é o reconhecimento do trabalho que a Greenline desenvolve e uma oportunidade de apoiar o Brasil na consolidação de um mercado de carbono rastreável, seguro e altamente atrativo para o capital estrangeiro”, resume Lopez.