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Praia do Forte aposta em preservação ambiental e turismo sustentável

Publicado em 13/01/2022 às 16:07 edição Lenilde Pacheco


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Proteção dos recifes de corais é uma das metas - Foto: João Ramos/Bahiatursa

Ações de educação ambiental que integram o projeto Verão Consciente começaram a ser implementadas por técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Sedur) do município de Mata de São João, na Praia do Forte. As medidas permanecerão em andamento até março, com foco na preservação dos recifes de coral e no descarte adequado de resíduos. A ideia é mobilizar prestadores de serviços turísticos e o público em geral.

As ações acontecerão todos os finais de semana. Nos últimos dias, a equipe técnica começou a elaborar diagnóstico sobre a atuação de pessoas que trabalham na praia e o impacto ambiental das diversas atividades desde a venda de alimentos e bebidas até a frequente prática de mergulho.

A etapa seguinte já prevê orientação sobre a importância da biodiversidade, as rotas preferenciais para evitar o pisoteamento dos recifes de corais e a conscientização sobre o adequado descarte de resíduos. As equipes da SEDUR vão se revezar na apresentação de práticas que diminuam os impactos nas areias e nos recifes e vão tornar turismo mais sustentável na região.

O biólogo da SEDUR, Philipe Souza explicou que o trabalho concentra inicialmente na Praia do Forte porque é o local onde os recifes estão localizados. “Estamos monitorando os recifes de corais para reduzir o pisoteamento. A redução da alimentação aos peixes também é importante. Quando é alimentada uma só espécie, acontece desequilíbrio no ecossistema dos corais”, explica.

Pioneiro na atividade de mergulho da Praia do Forte há 30 anos, Cosme Tavares ficou entusiasmado com a proposta do Verão Consciente. Após conversa com o biólogo Philipe Souza e com o engenheiro sanitarista Ion Costa, ele se colocou como multiplicador da ação.

“Achei muito legal. Lógico que muitas mudanças precisarão ocorrer. Tem coisas que fazemos para deixar o cliente mais satisfeito mas desagrada a natureza. São costumes que teremos que rever e colocar nos seus devidos lugares”, comentou Tavares.

“O turista vai ter que entender essas mudanças e obedecerem. Creio que outros prestadores de serviços também vão entender e aderir porque é um propósito para todos. Para que nossos netos amanhã possam também curtir essa natureza”, disse o mergulhador. “Tudo pode melhorar com diálogo”.