GSK: Ciência e tecnologia somadas à sustentabilidade para vencer doenças
Publicado em 27/05/2023 às 08:12 edição Lenilde Pacheco
André Vivan: jornada ESG somada aos investimentos em ciência e tecnologia - Foto: GSK/Divulgação
Lenilde Pacheco*
Os esforços para o fortalecimento da economia em todo o planeta incluem a valorização da pauta de sustentabilidade com extraordinárias oportunidades para o Brasil. Mais do que uma tendência, o ESG (sigla de Ambiental, Social e Governança, em inglês) entrou para a lista de estratégias a serem adotadas pelas companhias em um mercado cada vez mais competitivo. No Brasil, pesam favoravelmente, sem dúvida, a biodiversidade, o parque industrial diversificado e um grande mercado consumidor.
Para o setor biofarmacêutico, a pesquisa e o desenvolvimento de medicamentos e vacinas precisam avançar em ritmo acelerado e bem conectados à agenda de sustentabilidade porque a produção de medicamentos envolve recursos naturais, geração de resíduos e consumo de energia. Imprescindível, portanto, minimizar o impacto ambiental, reduzir emissão de gases, controlar o consumo de água e energia.
As práticas sustentáveis, como o uso eficiente de recursos e a redução de desperdícios, levam a melhor resultado operacional e à redução de custos. É exatamente o que demonstram os dados relativos a 2022, reunidos na 4ª edição do Relatório de Sustentabilidade da biofarmacêutica GSK, multinacional britânica que atua no Brasil há 114 anos com investimentos em ciência e tecnologia.
Classificada como biofarmacêutica referência em vacinas e medicamentos nas áreas de oncologia, imunologia, HIV e doenças infecciosas, a companhia fornece medicação para o tratamento de 450 mil pacientes portadores de HIV, em todo Brasil, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
Metas ambientais
Sediada na Zona Oeste do Rio de Janeiro, a GSK constrói uma jornada no ecossistema regional, colaborando com a comunidade do entorno, visando preservar o meio ambiente e contribuir para a geração de renda. De acordo com a nova edição do Relatório de Sustentabilidade, no ano passado, a companhia manteve o foco na eficiência do consumo de energia, redução da emissão de carbono e do uso de água, além de melhorias no descarte de resíduos e embalagens.
O consumo de 100% da energia elétrica da fábrica, no Rio de Janeiro, é proveniente de fonte limpa e certificada. No Centro de Distribuição, localizado na Baixada Fluminense, não é diferente: 100% da energia elétrica é captada de forma totalmente independente da concessionária que opera na região, iniciativa relevante na busca por eficiência energética e diminuição das emissões de carbono.
Em 2022, a unidade sediada no Brasil alcançou a marca de quase 22 milhões de litros de água reutilizados. Com isso, totalizou 68 milhões de litros (o equivalente a 27 piscinas olímpicas) desde 2019, quando colocou em operação o sistema de reuso. Hoje, atua no aprimoramento desse mecanismo para aumentar a geração de água reutilizável.
“Estamos comprometidos em evoluir nas práticas ESG. Nosso planejamento fixa ações para mitigar os impactos ao meio ambiente, assim como buscamos ser transparentes em processos de governança e valorizamos ações de responsabilidade social e de estímulo aos nossos colaboradores”, destaca o presidente da GSK Brasil, André Vivan. “Na GSK, vivemos todos os dias o nosso propósito de unir ciência, tecnologia e talento, para vencer doenças, as oncológicas, por exemplo, cada vez mais frequentes, assinala o executivo.
A companhia investe no desenvolvimento e aquisição de moléculas para o tratamento de doenças onco-hematológicas, área em que planeja entregar aos pacientes maior resolutividade. Nessa jornada, enquanto produz medicamentos e vacinas contra gripe, pneumonia, sarampo, hepatite e meningite, entre outras, distribuídas por meio do Programa Nacional de Imunizações, a GSK cumpre uma pauta ajustada às mais rígidas regulamentações ambientais, o que favorece a conquista de mercados internacionais e a expansão dos negócios. De olho em parâmetros da economia verde, melhor atende às exigências do mercado, incluindo os investidores.
* Lenilde Pacheco é jornalista especializada em Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.