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Bracell amplia conservação de áreas nativas e proteção da biodiversidade

Publicado em 25/09/2026 às 09:07 edição Lenilde Pacheco


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Conservação das paisagens florestais está associada à estratégia climática da companhia - Foto: Bracell/Divulgação

No setor de celulose, em que a produção depende diretamente do uso da terra e de extensas áreas florestais, a relação entre atividade produtiva e conservação ambiental ganha importância estratégica. Celebrando o Dia da Árvore, a Bracell destaca iniciativas voltadas à proteção de áreas nativas, recuperação de ecossistemas e monitoramento dos impactos e benefícios associados às paisagens florestais.

Em 2025, a companhia apoiou a conservação de 301 mil hectares de vegetação nativa na Bahia, em São Paulo e em Mato Grosso do Sul, superando a meta estabelecida para o período. A estratégia combina áreas de cultivo sustentável de eucalipto com fragmentos de vegetação nativa, formando mosaicos florestais que buscam conciliar produção de matéria-prima renovável com conservação da biodiversidade, proteção dos recursos hídricos e manutenção de serviços ecossistêmicos.

As florestas plantadas abastecem a produção de celulose, matéria-prima utilizada em papéis, embalagens, tecidos e produtos das indústrias farmacêutica e alimentícia. Já as áreas de vegetação nativa exercem funções ambientais essenciais, como a manutenção de habitats, a proteção dos recursos hídricos, o armazenamento de carbono e a conectividade entre diferentes ambientes.

A abordagem também amplia a atuação da empresa para além das áreas diretamente destinadas à produção, com parcerias envolvendo instituições públicas, organizações ambientais e centros de pesquisa.

Corredores ecológicos

Em São Paulo, uma dessas frentes é desenvolvida em parceria com o Jardim Botânico Municipal de Bauru, com foco na restauração e formação de corredores ecológicos em uma região de transição entre o Cerrado e a Floresta Estacional Semidecidual.

A iniciativa busca reconectar fragmentos de vegetação nativa, ampliando a conectividade da paisagem e criando condições para a circulação da fauna. Os corredores também favorecem a dispersão de sementes e a regeneração natural, contribuindo para o aumento gradual da diversidade vegetal nas áreas em restauração.

“A implantação de corredores ecológicos é essencial para a conservação da biodiversidade, pois possibilita a dispersão de espécies e a recuperação de ecossistemas. Essa é mais uma iniciativa que reforça nosso compromisso com o manejo florestal sustentável, conectando áreas produtivas e vegetação nativa”, destaca Márcio Nappo, vice-presidente de Sustentabilidade da Bracell.

Conservação como compromisso de longo prazo

A integração entre produção e conservação ganhou uma diretriz específica em 2022, com o Compromisso Um-Para-Um, pelo qual a Bracell se compromete a apoiar a conservação de um hectare de vegetação nativa para cada hectare de eucalipto plantado.

Na Bahia, uma das iniciativas ocorre em parceria com o Governo do Estado, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), para apoiar a conservação do Parque Metropolitano de Pituaçu, uma das áreas remanescentes de Mata Atlântica em Salvador.

A empresa mantém ainda quatro Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) reconhecidas no estado, que somam mais de 5 mil hectares protegidos. Entre elas está a RPPN Lontra, no Litoral Norte, com 1.377 hectares. A área abriga espécies raras e ameaçadas de extinção e recebeu o título de Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica da Unesco.

Florestas e agenda climática

A conservação das paisagens florestais também está associada à estratégia climática da companhia. Segundo a Bracell, em 2025, suas florestas plantadas removeram 1,8 milhão de toneladas de CO₂e da atmosfera, enquanto as áreas de vegetação nativa preservadas responderam por outras 1,6 milhão de toneladas, totalizando 3,4 milhões de toneladas de CO₂e.

Para ampliar o conhecimento sobre esses processos, a empresa mantém quatro torres de fluxo instaladas em áreas de florestas plantadas e vegetação nativa na Bahia e em São Paulo. Os equipamentos monitoram as trocas de carbono e vapor d’água entre a vegetação e a atmosfera, produzindo dados que apoiam o manejo florestal, o planejamento e pesquisas sobre o funcionamento dos ecossistemas e sua contribuição para a regulação climática.

Ciência para medir impactos sobre a natureza

A estratégia de conservação também incorpora métricas e ferramentas de monitoramento da biodiversidade. Em 2025, a Bracell passou a integrar o programa-piloto de métricas sobre o estado da natureza da Nature Positive Initiative (NPI), como uma das três organizações brasileiras participantes da iniciativa global.

O programa reúne indicadores relacionados a ecossistemas, habitats naturais, condição das paisagens e risco de extinção de espécies. A proposta é contribuir para o desenvolvimento e a harmonização de métricas capazes de avaliar mudanças no estado da natureza.

“A nossa participação reforça o papel do setor florestal na liderança de agendas relacionadas à natureza, ao integrar tecnologia e uso sustentável da terra. Por meio da aplicação de métricas de natureza, a Bracell fortalece sua capacidade de gerar impactos positivos para biodiversidade, sociedade e negócio”, afirma Márcio Nappo.

Ao combinar áreas produtivas, conservação de vegetação nativa, restauração, pesquisa e monitoramento, a Bracell busca avançar em uma agenda particularmente relevante para o setor de celulose: aumentar a eficiência da produção de matéria-prima renovável sem dissociá-la da conservação dos ecossistemas que integram a paisagem.

“A integração entre florestas plantadas e áreas de vegetação nativa mostra que produção e conservação podem avançar de forma conjunta. Com ciência, tecnologia e monitoramento, ampliamos nosso conhecimento sobre essas paisagens e aprimoramos continuamente nossas práticas de manejo, buscando gerar benefícios para a biodiversidade, os recursos hídricos e o clima”, complementa a companhia.