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Suzano registra EBITDA ajustado de R$ 4,7 bilhões no 2º trimestre de 2026

Publicado em 13/08/2026 às 13:11 edição Lenilde Pacheco


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Empresa considera que este desempenho reflete a resiliência das operações em ambiente marcado pela volatilidade

A Suzano registrou EBITDA ajustado de R$ 4,7 bilhões no segundo trimestre de 2026, com avanço em relação ao trimestre anterior, em um cenário de maior pressão cambial e aumento dos custos de insumos. A companhia também apresentou crescimento nas vendas, na receita líquida e na geração de caixa operacional.

As vendas somaram 3,3 milhões de toneladas entre abril e junho, sendo 2,9 milhões de toneladas de celulose e 406 mil toneladas de papéis destinados aos mercados de embalagens, gráficos, especiais e sanitários. A receita líquida alcançou R$ 11,6 bilhões, enquanto a geração de caixa operacional foi de R$ 2,9 bilhões. O lucro líquido totalizou R$ 1,8 bilhão.

Segundo a companhia, o desempenho reflete a resiliência das operações diante de um ambiente de negócios marcado pela volatilidade cambial e pela elevação dos custos, influenciada principalmente pela alta do petróleo, que impacta a cadeia de produção do setor.

Mesmo com esse cenário, o custo caixa de produção de celulose, excluindo paradas, ficou em R$ 843 por tonelada, praticamente estável em relação ao segundo trimestre de 2025. A Suzano também mantém operações de hedge como estratégia para reduzir a exposição à volatilidade das cotações do petróleo Brent.

A alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado, encerrou o trimestre em 3,4 vezes em dólar. A empresa afirma que mantém como prioridade a redução do endividamento, apoiada na geração de caixa operacional, nos ganhos de eficiência e na disciplina na alocação de capital.

“Entregamos um segundo trimestre sólido em um cenário de mercado volátil. Seguimos focados em eficiência operacional e na redução do nível de endividamento”, afirmou o presidente da Suzano, Beto Abreu. Segundo o executivo, a estratégia busca ampliar a resiliência e a competitividade da companhia e, ao mesmo tempo, capturar valor dos investimentos já realizados.

Aquisição da Arbex

Após o encerramento do trimestre, a Suzano concluiu a aquisição de 51% da Arbex, empresa global de tissue formada em parceria com a Kimberly-Clark. O negócio envolveu o pagamento de US$ 1,3 bilhão e marca a entrada da nova companhia em operação a partir de 1º de julho.

A Arbex reúne 22 fábricas em 14 mercados e atua na produção, comercialização e marketing de produtos de tissue para consumidores e clientes profissionais em mais de 70 países. Os resultados da empresa serão consolidados nas demonstrações financeiras da Suzano a partir do terceiro trimestre de 2026.

Com mais de 100 anos de história, a Suzano é a maior produtora mundial de celulose e uma das principais fabricantes de papel da América Latina. A companhia também lidera o mercado brasileiro de papel higiênico e desenvolve produtos a partir de matéria-prima renovável, como celulose, itens de higiene pessoal e papéis para embalagens e impressão. Suas ações são negociadas na B3 (SUZB3) e nos Estados Unidos (SUZ).