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Mutirão de limpeza vai mobilizar 100 voluntários nas praias de Piatã e Arembepe

Publicado em 15/09/2025 às 10:04 edição Lenilde Pacheco


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Com apoio da Braskem e Naturalle, ação acontece sábado (20 de setembro), celebrando o Dia Mundial de Limpeza

Cerca de 100 voluntários estarão envolvidos em mutirão nas praias de Piatã, em Salvador, e Arembepe, em Camaçari, no dia 20 de setembro (sábado), em celebração ao Dia Mundial de Limpeza. A iniciativa é promovida pelo Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado da Bahia (Sindiplasba), em parceria com a Braskem e a Naturalle, com cooperação técnica da startup Solos.

O mutirão tem como objetivo promover a participação de voluntários em ações de limpeza e na sensibilização de comerciantes e frequentadores para a economia circular, visando reforçar a importância do descarte correto de resíduos, da reciclagem e do consumo consciente na construção de um futuro mais sustentável. As atividades irão ocorrer das 8h às 12h.

Após a coleta dos resíduos, o material recolhido em Arembepe será removido pela Empresa de Limpeza Pública de Camaçari (Limpec) e encaminhado à Cooperativa de Materiais Recicláveis de Camaçari (Coopmarc). Já em Piatã, o recolhimento ficará a cargo da Cooperativa de Coleta Seletiva, Processamento de Plástico e Proteção Ambiental (Camapet).

Dia Mundial de Limpeza

A data foi criada em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas (ONU), especialmente o de número 14, que trata da conservação e uso responsável dos oceanos, mares e recursos marinhos. Com a intenção de mobilizar voluntários globalmente, promove ações de limpeza, plantio e conscientização ambiental, buscando combater o descarte irregular de resíduos e incentivar práticas mais sustentáveis.

O Mutirão de Limpeza de Praias tem o apoio institucional da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Prefeitura de Camaçari, Limpec, Cetrel, Fortlev, Motech, Produmaster, Sansuy e do vereador Dentinho, além da participação da Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), em Salvador, e da Secretaria de Serviços Públicos (Sesp), em Camaçari.

Proteção do Oceano

Nove em cada dez brasileiros concordam que o aumento do nível do mar representa uma ameaça real para as cidades costeiras. A população está disposta a agir: 87,6% dos entrevistados afirmaram estar dispostos a mudar seus hábitos em prol da conservação marinha, de acordo com dados da pesquisa “Oceano sem Mistérios: A relação dos brasileiros com o mar – Evolução de Cenários (2022–2025)”, realizada pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza em cooperação com a Unesco, Maré de Ciência e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O estudo foi apresentado na 3ª Conferência do Oceano das Nações Unidas, no mês de junho, em Nice, na França.

Ao comentar a pesquisa, o especialista Ronaldo Christofoletti, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN), professor do Instituto do Mar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Co-Presidente do Grupo de Especialistas em Cultura Oceânica da Unesco, afirmou que essa percepção da população é fundamental.

“O clima global e as condições meteorológicas dependem do oceano. Ele absorve e distribui calor pelo planeta por meio das correntes marítimas e influencia diretamente a formação de chuvas, frentes frias, furacões e outros eventos climáticos. Portanto, cuidar do oceano é cuidar do planeta, cuidar da nossa casa”. Dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM) mostram que, desde março de 2023, as temperaturas médias das águas oceânicas permaneceram entre 0,5ºC e 0,7ºC acima da média histórica. “É como se o oceano estivesse febril”, exemplifica Christofoletti.

A população também reconhece a fragilidade dos ecossistemas costeiros. Para 84% dos entrevistados, o oceano e seus ecossistemas estão sob ameaça ou risco. Outros 13% discordam dessa percepção, e 3% não souberam responder. Entre as ameaças mais citadas estão a poluição (40%), efeitos da mudança climática (22%), perda da biodiversidade e turismo irresponsável (13%) e crescimento urbano e especulação imobiliária (11%).