Bracell reduz emissões e amplia monitoramento ambiental na Bahia
Publicado em 10/08/2026 às 21:07 edição Lenilde Pacheco
Camaçari: modernização de uma das linhas de produção de celulose com ganho de eficiência - Foto: Bracell/Dvg
A Bracell reduziu em 47% as emissões de carbono por tonelada de celulose produzida entre 2020 e 2025. O índice, que considera as operações da empresa na Bahia, em São Paulo e Mato Grosso do Sul, chegou a 0,257 tonelada de CO₂ equivalente por tonelada de produto (tCO₂e/adt). O resultado faz parte da estratégia climática da companhia, que prevê reduzir em 75% as emissões por tonelada de celulose até 2030.
Na Bahia, a agenda de descarbonização inclui investimentos em eficiência operacional, monitoramento de emissões atmosféricas e acompanhamento da qualidade do ar. As ações ganham destaque no Dia Nacional de Controle da Poluição Industrial, celebrado em 14 de agosto, que chama atenção para os impactos da atividade industrial e para a adoção de práticas capazes de conciliar produção e conservação ambiental.
A estratégia de longo prazo da Bracell, denominada Bracell 2030, está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas e reúne 14 metas distribuídas em quatro pilares: Ação pelo Clima, Paisagens Sustentáveis e Biodiversidade, Crescimento Sustentável e Empoderamento de Vidas.
Na unidade industrial de Camaçari, um dos avanços recentes foi a modernização de uma das linhas de produção de celulose. Em operação desde outubro de 2025, uma nova linha de cozimento tornou o processo mais eficiente ao reduzir a necessidade de vapor utilizado na fabricação da celulose.
“Como parte de nossas metas, buscamos ampliar a eficiência operacional por meio de investimentos contínuos em inovação e tecnologia de nossos processos, tornando-nos mais sustentáveis, competitivos e alinhados ao compromisso de reduzir as emissões de carbono”, afirma Angela Ribeiro, gerente de Sustentabilidade da Bracell Bahia.
A companhia também realiza anualmente o inventário corporativo de emissões e remoções de gases de efeito estufa (GEE). Em 2025, o levantamento abrangeu toda a cadeia de valor da celulose e do papel, incluindo as operações industriais na Bahia e em São Paulo, as atividades florestais nos dois Estados e em Mato Grosso do Sul e as operações logísticas.
O controle ambiental inclui monitoramento contínuo e medições isocinéticas de parâmetros como óxidos de nitrogênio (NOx), óxidos de enxofre (SOx), material particulado e compostos reduzidos de enxofre (TRS). Segundo a empresa, os resultados permanecem abaixo dos limites legais de emissão.
“O controle ambiental inclui o monitoramento contínuo e isocinético de parâmetros como óxidos de nitrogênio (NOx), óxidos de enxofre (SOx), material particulado e compostos reduzidos de enxofre (TRS). Os resultados permanecem consistentemente abaixo dos limites legais de emissão, reforçando a eficiência dos sistemas de controle ambiental implantados na fábrica”, afirma Angela.
O inventário de emissões da Bracell recebeu, por quatro anos consecutivos, o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, que reconhece empresas pela mensuração, gestão e transparência na divulgação de emissões de gases de efeito estufa. O programa é desenvolvido pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGV) e pelo World Resources Institute (WRI), em parceria com instituições como o Ministério do Meio Ambiente e o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).
A Bracell também integra o Programa de Monitoramento da Qualidade do Ar do Polo Industrial de Camaçari, realizado pela Cetrel. A Rede de Monitoramento do Ar opera ininterruptamente desde maio de 1994 e é reconhecida pela qualidade e confiabilidade técnica dos dados produzidos.
Além da redução das emissões industriais, a estratégia climática da companhia prevê a remoção de 25 milhões de toneladas de CO₂ equivalente da atmosfera entre 2020 e 2030. Em cinco anos, a Bracell afirma ter removido 6 milhões de toneladas de CO₂. O resultado considera o balanço entre as emissões das operações, o crescimento das florestas de eucalipto e a conservação de áreas de vegetação nativa sob gestão da empresa e mantidas em parceria com os governos estaduais.
Somente em 2025, foram removidas 3,4 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, sendo 1,8 milhão de toneladas associadas às florestas plantadas e 1,6 milhão às áreas nativas preservadas.
“Um dos marcos mais relevantes da nossa agenda de sustentabilidade é o avanço do Compromisso Um Para Um, por meio do qual apoiamos a conservação de um hectare de floresta nativa para cada hectare de eucalipto plantado. Em 2025, contribuímos para a proteção de 301 mil hectares de vegetação nativa nos Estados onde a empresa está presente, alcançando 100% da meta estabelecida antes do prazo”, afirma Meryellen Baldim, gerente de Meio Ambiente e Certificações da Bracell Bahia.
Na Bahia, a companhia mantém quatro Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). Entre elas está a Reserva Lontra, no Litoral Norte, com 1.377 hectares de Mata Atlântica. A área é reconhecida pela Unesco como Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA).
A estratégia também contempla a matriz energética da operação industrial. Segundo a Bracell, 90% da energia consumida na unidade é proveniente de fontes renováveis, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e, consequentemente, as emissões associadas ao processo produtivo.
Sobre a Bracell
A Bracell é uma das líderes globais na produção de celulose solúvel e especial e atua no cultivo de eucalipto. Presente no Brasil desde 2003, a empresa integra o grupo Royal Golden Eagle (RGE), com sede em Singapura. A companhia possui mais de 11 mil colaboradores e duas unidades industriais no país, em Camaçari (BA) e Lençóis Paulista (SP), além de escritório administrativo em Singapura e estruturas comerciais na Ásia, Europa e Estados Unidos.