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Bahia: Novos investimentos da Galvani Fertilizantes chegam a R$ 1,4 bilhão

Publicado em 21/08/2025 às 10:34 edição Lenilde Pacheco


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Parque Vida Cerrado: centro de conservação e educação socioambiental mantido pela Galvani Fertilizantes

Com mais de 50 anos de experiência na produção de fertilizantes fosfatados, a Galvani apresentou seus novos projetos na Bahia aos dirigentes da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) e Federação das Indústria da Bahia (FIEB). Os novos investimentos somam R$ 1,4 bilhão o que promete impulsionar a produção de fertilizantes no estado, fortalecer a cadeia produtiva local e promover avanços em sustentabilidade, inovação e responsabilidade social.

Durante reunião na sede da FIEB, em Salvador, os representantes da companhia apresentaram o planejamento que prevê investimento estimado em R$ 600 milhões no Projeto Irecê para construção de uma nova unidade de mineração de fosfato no município baiano. A operação, que deve iniciar em abril de 2026, tornará a Bahia autossuficiente na produção de fertilizantes fosfatados, além de permitir que o estado atenda a 30% da demanda das regiões Norte e Nordeste.

Já no oeste baiano, o projeto de duplicação da capacidade de produção no Complexo Industrial de Luís Eduardo Magalhães terá aporte de R$ 500 milhões. Os investimentos movimentarão diversos segmentos da indústria baiana, como manutenção mecânica, elétrica, automação, soldagem industrial, transporte, segurança do trabalho, serviços de alimentação, jardinagem, entre outros.

Os projetos anunciados pela Galvani vão impulsionar a geração de empregos nas regiões de Irecê e Luís Eduardo Magalhães, com a previsão de 1.500 novas oportunidades diretas e indiretas. O Projeto Irecê criará cerca de 900 postos de trabalho, enquanto a ampliação do Complexo Industrial em Luís Eduardo Magalhães deve gerar aproximadamente 600 vagas.

Além da criação de empregos, a iniciativa também vai aquecer o setor de serviços e manutenção industrial, abrangendo áreas como mecânica, elétrica, automação, soldagem, transporte, segurança do trabalho, alimentação, limpeza e jardinagem. A expectativa é que o investimento estimule uma rede de negócios locais, com preferência para contratação de empresas e trabalhadores baianos.

Sustentabilidade e inovação

Com foco também em responsabilidade ambiental e eficiência operacional, as iniciativas da Galvani incorporam tecnologias inéditas e práticas sustentáveis no setor de fertilizantes. Um dos principais destaques é o processo inovador de calcinação na produção de concentrado fosfático, que será realizado sem uso de barragens de rejeitos e com aproveitamento de 100% dos resíduos gerados, reutilizados na agricultura como subprodutos.

Além disso, 100% da água será recirculada no processo, sem qualquer lançamento de efluentes industriais. O projeto também prevê extração e recuperação de áreas concomitantes, sem a formação de pilhas permanentes de estéril e com desmonte controlado e preciso, por meio de tecnologias modernas.

“Mais do que ampliar nossa capacidade produtiva, mostramos que é possível crescer com responsabilidade, inovação e parceria, contribuindo de forma ativa para um Brasil mais forte, sustentável e conectado ao futuro”, ressaltou Marcelo Silvestre, diretor-presidente da Galvani.

Responsabilidade social

Outro grande destaque dos projetos da Galvani na Bahia é o compromisso com a responsabilidade social. Neste sentido, a empresa tem investido em ações que beneficiam comunidades próximas às suas operações. Nos últimos três anos, cerca de R$ 5 milhões foram aplicados em projetos sociais na Bahia, nas áreas de cultura, educação e esporte, alcançando milhares de pessoas.

Essas ações são desenvolvidas por meio do Instituto Lina Galvani, organização da sociedade civil que atua desde 2003 promovendo desenvolvimento comunitário. Em sua trajetória, o instituto já beneficiou 35 mil pessoas, com R$ 19 milhões investidos, 43 projetos apoiados via edital e 122 iniciativas próprias implementadas.

Já o Parque Vida Cerrado, criado em 2006, no oeste do estado, funciona como um centro de conservação e educação socioambiental. A iniciativa garantiu a preservação de 20 hectares na Bahia, já distribuiu 270 mil mudas, desenvolveu 20 trabalhos acadêmicos, e formou 643 professores em oficinas de educação ambiental.

Agricultura familiar

Uma das principais iniciativas dos novos projetos é a doação anual de 10 mil toneladas de corretivo agrícola (subproduto do processo de produção de fertilizantes), destinadas à agricultura familiar na Bahia. O material é essencial para a correção do solo, reduzindo custos e aumentando a produtividade dos pequenos produtores rurais.