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Especialistas analisam impacto ambiental da água de lastro na Baía de Todos-os-Santos

Publicado em 21/03/2023 às 14:07 edição Lenilde Pacheco


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Peixe-leão: uma das espécies invasoras que traz preocupação aos cientistas - Foto: Ascom SEMA - CE

O II Fórum sobre Água de Lastro – Bioinvasão Marinha e os Impactos Ambientais, Sociais e Econômicos na Baía de Todos-os-Santos acontece nesta quarta-feira (dia 22), na capital baiana. As inscrições gratuitas e limitadas podem ser feitas pelo site www.aguadelastro.com.br.

Iniciativa dos Institutos Caboré de Desenvolvimento Sustentável e Instituto Ñamandu, a segunda edição do Fórum sobre Água de Lastro quer chamar a atenção para os riscos da bioinvasão marinha por meio da água de lastro e os impactos ambientais, sociais e econômicos na Baía de Todos os Santos – a Amazônia Azul, por onde circulam cerca de 60% do PIB da Bahia.

A programação do evento prevê ampla discussão entre pesquisadores, estudantes, empresas marítimas, instituições marítimas, portuárias, ambientais e sanitárias, além dos poderes públicos.

A gestão de água de lastro é um problema complexo e demanda um debate avançado, novas tecnologias e, principalmente, o cumprimento da legislação vigente nacional e internacional, explica o professor Alex Fraga, do Instituto Caboré.

A água trazida pelos navios oferece risco porque pode conter espécies invasoras, que atuarão como predadoras de um determinado ecossistema. “Pesquisadores já encontraram espécies invasoras na Baía de Todos-os-Santos”, situa Alex Fraga. “Trata-se de uma questão  impossível conter sem a formulação de uma política de parcerias e ações integradas”.

Sem um controle eficaz, espécies exóticas podem ser transportadas nos porões dos navios e introduzidas em habitats que lhes são estranhos, causando impacto ao meio ambiente, à economia dos países e à saúde das pessoas, como já ocorrido na Baia de Todos-os-Santos e outras áreas do Brasil.

Entre os palestrantes, o presidente do Subcomitê de Prevenção e Resposta à Poluição da Organização Marítima Internacional (IMO), Flávio Fernandes, vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU); a Capitão de Fragata Dra. Cecília Castro, representante da Diretoria de Portos e Costas da Marinha do Brasil e o professor Igor Cruz, do Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia.

Prevenção

O governo federal promulgou, em março de 2022, decreto por meio do qual reconhece a Convenção Internacional para Controle e Gerenciamento da Água de Lastro e Sedimentos de Navios (BWM), adotada pela Organização Marítima Internacional (IMO), em 13 de fevereiro de 2004.

A Convenção BWM tem como objetivo prevenir, minimizar e eliminar os riscos de introdução de organismos aquáticos nocivos e agentes patogênicos no meio ambiente aquático, em razão do descarte desregrado de sedimentos e de água de lastro dos navios. A Convenção estabelece regras para que os navios em operação adotem práticas seguras e eficientes, com sistema de tratamento de água a bordo.

O decreto promulgou a Convenção no ordenamento jurídico brasileiro, visando maior segurança ambiental para a navegação marítima no país.

Serviço 

II Fórum sobre Água de Lastro – Bioinvasão e os impactos ambientais, sociais e econômicos na Baía de Todos-os-Santos
Data: 22 de março de 2023
Local: Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador, Praça Thomé de Souza, Centro, Salvador (BA)
Horário: Das 9h às 15h
Inscrição: www.aguadelastro.com.br

Mais informações:
Instituto Ñamandu – Djalma Bispo (contato@institutonamandu.org.br / 71 9 8607-6671)
Instituto Caboré – Alex Fraga (contato@institutocabore.org.br)