Edtech latino-americana contribui para ampliar presença feminina no segmento de tecnologia
Publicado em 18/10/2023 às 12:34 edição Lenilde Pacheco
Laboratória é uma organização que opera em 11 países latino-americanos - Foto: Divulgação
Uma das barreiras que dificulta o processo de ampliação da diversidade em ambientes profissionais se refere à dificuldade para contratação de talentos femininos em setores onde a presença masculina é predominante, como o de tecnologia. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), apenas 3 em cada 10 profissionais do setor de tecnologia são mulheres.
Com o propósito de superar este obstáculo e contribuir para a aceleração da diversidade no mundo corporativo, a Laboratória é uma organização que oferece capacitação para mulheres em 11 países da América Latina, entre eles o Brasil. Com o apoio do Google.org, a edtech se apresenta no mercado como uma fonte de talento feminino, formando mulheres em programação e dados e as guiando na busca por um emprego, inclusive na Bahia.
“A contratação de graduadas da Laboratória é muito benéfica para as empresas, pois as mulheres do bootcamp são altamente qualificadas e essa relação ainda contribui para a transformação social e metas ESG no âmbito de diversidade de gênero”, diz a Business Development Manager da Laboratória no Brasil, Julia Diniz.
Além do bootcamp, a Laboratória realiza ainda uma série de eventos conhecidos como Código M, uma imersão em tecnologia para mulheres. Salvador recebeu o evento em maio e no final de outubro abrigará mais uma edição, desta vez já esgotada, em virtude do interesse das mulheres na área.
Pesquisa
Em um estudo realizado pela “KPMG 2021 CEO Outlook”, com mais de mil CEOs de todo o mundo, 56% deles admitiram que sua empresa pode ter dificuldades para lidar com as crescentes expectativas de inclusão, diversidade e equidade do público.
“É importante que as empresas estejam conscientes dos vieses que envolvem a contratação de grupos minorizados e busquem, de forma intencional, minimizá-los. As organizações precisam levar isso em consideração ao longo do processo de busca, contratação e desenvolvimento desses talentos”, finaliza Julia Diniz.
Em 2018, um estudo do Boston Consulting Group (BCG) demonstrou que as empresas com maior diversidade em suas equipes de liderança relataram uma rentabilidade 19% maior em inovação do que outras empresas com menor diversidade.
Laboratória
Fundada no Peru em 2014, a Laboratória opera em 11 países latino-americanos e até o momento já realizou mais de 95 bootcamps. Mais de 1.100 empresas da América Latina já contrataram graduadas da edtech. A taxa de empregabilidade está em torno de 79%. A edtech desempenha um papel crucial ao promover a igualdade de gênero no mercado, onde menos de 20% das vagas tecnológicas na América Latina são ocupadas por mulheres. Mais informações sobre a Laboratória, clique aqui.