Catástrofe no Rio Grande do Sul demonstra a urgência da ação climática global
Publicado em 05/05/2024 às 23:52 edição Lenilde Pacheco
Especialistas apontam ações urgentes, como o controle do desmatamento, para evitar inundações - Foto: Agência Brasil
Após manifestações de solidariedade às milhares famílias atingidas pelos temporais que assolam o Rio Grande do Sul, onde dezenas de municípios encontram-se em estado de calamidade, especialistas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) analisaram a extensão dos impactos causados pelas chuvas torrenciais. Em diversas bacias, os rios atingiram níveis históricos em razão dos eventos climáticos extremos. Este cenário exige medidas urgentes para combater o aquecimento global, alertam os especialistas do IPAM.
Os impactos das tempestades na sociedade gaúcha demonstram que a persistência na queima de combustíveis fósseis e o desmatamento das florestas do planeta, eventos climáticos severos e extremos, como chuvas intensas e secas escaldantes, se tornarão cada vez mais frequentes, enfatizam os pesquisadores.
Considerado pelas autoridades como o maior desastre da história do Rio Grande do Sul, o caos vivido nas cidades submersas acende o sinal de alerta: a proteção do meio ambiente e a luta contra as mudanças climáticas exigem o engajamento para um futuro mais sustentável.
A catastrófica situação em Porto Alegre, a capital, evidencia o grande desafio de promover a adaptação às mudanças climáticas de forma urgente. Para além da mitigação e adaptação, é importante que os estados se preparem para atuar nesses casos, reduzindo a exposição das famílias aos riscos climáticos e aumentando a capacidade de resposta governamental, sugerem.
Para o Brasil, país diverso e grande produtor agrícola, a demanda por ações de combate às mudanças climáticas, como o fim do desmatamento, e de adaptação, como o reflorestamento, é extremamente urgente. Sem medidas eficazes, corremos o risco de comprometer o futuro, finalizam.
Sobre o IPAM
O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) é uma organização científica, não governamental, apartidária e sem fins lucrativos que desde 1995 trabalha pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia e do Cerrado. Nosso propósito é consolidar, até 2035, o modelo de desenvolvimento tropical da Amazônia, por meio da produção de conhecimento, implementação de iniciativas locais e influência em políticas públicas, de forma a impactar o desenvolvimento econômico, a igualdade social e a preservação do meio ambiente.