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Sustentabilidade: Cresce o número de edifícios verdes certificados em todo país

Publicado em 12/01/2023 às 09:04 edição Lenilde Pacheco


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Edifício Al Mare, da Mota Machado: menor consumo de água e energia - Foto: Divulgação

A busca por certificações que atestem a sustentabilidade dos edifícios na fase de projeto e de operação é um movimento global crescente. Há vários impulsionadores dessa tendência, a começar pela necessidade de minimizar os inúmeros impactos ambientais das edificações nos centros urbanos. Para se ter uma ideia, somente a operação dos edifícios responde por 33% das emissões de gases do efeito estufa mundialmente.

O interesse pelas certificações se deve, também, à necessidade de evitar o greenwashing (lavagem verde) e as auto-alegações, permitindo aos consumidores avaliar e comparar produtos, empresas e empreendimentos. Não se pode deixar de frisar, ainda, a maior sensibilização dos próprios usuários, que valorizam cada vez mais aspectos como eficiência, economia, sustentabilidade e conforto.

Embora a procura pelas construções sustentáveis seja crescente, há muito o que avançar nessa temática. A realidade é que, seja pela complexidade dos processos de certificação, seja em função dos custos envolvidos, ainda há um grande volume de novos empreendimentos promovendo adequações para as novas certificações.

Banco Mundial

Para superar obstáculos neste setor, em 2015, foi criada a certificação EDGE (Excellence in Design for Greater Efficiencies). A iniciativa do Internacional Finance Corporation (IFC), órgão do Banco Mundial, é resultado da constatação de que não há como atuar para reduzir as mudanças climáticas sem melhorar o desempenho dos edifícios.

Voltado para as nações em desenvolvimento, o sistema EDGE está presente em 150 países. Ele é aplicável a todas as tipologias de projeto, incluindo residenciais, hospitais, edifícios de escritório e educacionais, comércio e hotéis.

Al Mare

O edifício Al Mare, empreendimento da Mota Machado, de alto padrão localizado em São Luís (MA), recebeu na última terça-feira (dia 10), a certificação do selo EDGE em suas 45 unidades. O selo é um sistema que busca promover a eficiência dos empreendimentos utilizando recursos sustentáveis.

A certificação do selo EDGE foi concedida após análise dos seguintes tipos de consumo: energia, água e energia incorporada em materiais. O selo é conquistado por edifícios que apresentem redução em, pelo menos, 20% dos níveis de consumo de água, energia e das energias utilizadas para a fabricação dos materiais empregados no projeto – o Al Mare registrou 31% de economia em energia, 27% em água e 61% na energia incorporada em materiais – o que o caracteriza como um edifício verde.

Cenário nacional

São Paulo é a cidade brasileira que possui o maior número de construções sustentáveis certificadas pelo EDGE, LEED ou selo GBC Brasil Casa. Na região Nordeste, os avanços também são significativos.

A Moura Dubeux, por exemplo, obteve concessão pioneira de crédito verde do Itaú BBA. Uma das maiores incorporadoras nordestinas, ele foi a primeira da região a assinar contrato no âmbito do Plano Empresário Verde do Itaú BBA, obtendo crédito de R$ 126,8 milhões.

O programa contempla incorporadoras que se comprometem com a redução do consumo de energia, água e materiais nas edificações. A companhia assumiu o compromisso de obter a Certificação EDGE.