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Economia Verde: os desafios e oportunidades do Brasil no período 2027-2030

Publicado em 26/10/2026 às 16:03 edição Lenilde Pacheco


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Período também será estratégico para avançar no cumprimento das metas climáticas brasileiras - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Por Lenide Pacheco*

A expansão da economia verde, das energias renováveis e da infraestrutura digital está entre as prioridades anunciadas pelo presidente reeeito Luiz Inácio Lula da Silva para o período de 2027 a 2030. O país reúne vantagens importantes para atrair investimentos de baixo carbono, mas o aproveitamento dessas oportunidades dependerá da capacidade de enfrentar gargalos estruturais e converter compromissos em resultados concretos.

Na área energética, a elevada participação de fontes renováveis na matriz elétrica favorece a atração de indústrias e centros de processamento de dados. Para isso, será necessário ampliar a infraestrutura de transmissão, melhorar a capacidade de armazenamento e assegurar que a expansão da demanda por eletricidade não comprometa a segurança do abastecimento nem pressione os recursos hídricos.

Na agenda ambiental, reduzir o desmatamento e proteger a biodiversidade continuam sendo desafios centrais. A continuidade dos avanços dependerá da fiscalização, do combate às atividades ilegais e do fortalecimento de alternativas econômicas associadas à conservação e ao uso sustentável dos recursos naturais.

Outro ponto decisivo será o financiamento da transição. Ampliar investimentos em inovação, descarbonização industrial, restauração florestal e adaptação climática exigirá recursos públicos e privados, além de transparência na aplicação dos incentivos e na avaliação dos resultados.

O período também será estratégico para avançar no cumprimento das metas climáticas brasileiras, que exigem reduções de emissões em diferentes setores da economia. Isso envolve não apenas conter o desmatamento, mas também promover mudanças na indústria, nos transportes, na agropecuária e no uso da energia.

O desafio do próximo governo será, portanto, transformar o potencial brasileiro em desenvolvimento de baixo carbono, com ganhos de competitividade, geração de empregos e inclusão social. Mais do que atrair investimentos ou anunciar metas, será necessário demonstrar resultados ambientais e econômicos verificáveis.

*  Lenilde Pacheco é jornalista especializada em Meio Ambiente e Desenvovimento Sustentável.