Bahia amplia produção de feijão em 9,5% e mantém liderança no Nordeste
Publicado em 09/09/2026 às 15:34 edição Lenilde Pacheco
Avanço da produção está diretamente relacionado ao ganho de produtividade - Foto: Embrapa/Dvg
A Bahia deve produzir 318,5 mil toneladas de feijão na safra 2025/2026, crescimento de 9,5% em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas 290,9 mil toneladas. A projeção é do estudo setorial do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste.
O avanço da produção baiana ocorre mesmo com a redução da área cultivada, graças ao ganho de produtividade. O estudo estima uma produção de 917,2 quilos por hectare, 19% dos 770,9 quilos registrados na safra anterior, consolidando a Bahia como a maior produtora da região Nordeste.
O cenário do plantio na região Nordeste é mais animador que a produção nacional: enquanto na região a produção deva crescer 17,8%, a nacional foi influenciada pela redução da área cultivada e deve ter recuo de 3,2%. A Bahia responde, sozinha, por cerca de 45% de toda a produção nordestina.
Para o superintendente estadual do Banco do Nordeste na Bahia, Pedro Lima Neto, os números mostram a importância da combinação entre a produtividade, o acesso ao crédito e a capacidade de adaptação do produtor. “A redução da área acompanhada por um crescimento de quase 10% da produção representa um ganho importante de eficiência na atividade e o papel do crédito é fundamental nesse processo, porque o Banco do Nordeste apoia desde o custeio da safra até investimentos em tecnologia, que impactam na melhoria dos processos de produção”, destaca o executivo.
Agricultura familiar – A agricultura familiar ocupa posição central na cadeia produtiva do feijão no Nordeste. Segundo o estudo do Etene, os agricultores familiares respondem por 59,7% da produção regional do grão. O levantamento aponta que o financiamento de sementes, manejo, acesso à água, assistência técnica e comercialização tem efeitos relevantes sobre a produtividade e a renda.