img
img

Copersucar impulsiona descarbonização e avança em energia renovável

Publicado em 03/09/2026 às 15:04 edição Lenilde Pacheco


img

Empresa também avançou na busca por novos mercados - Foto: Divulgação

A Copersucar ampliou a contribuição de seus negócios para a transição energética e a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE), na Safra 25/26. Segundo o Relatório de Sustentabilidade divulgado pela companhia, o volume recorde de etanol comercializado pelas operações do ecossistema no Brasil e nos Estados Unidos evitou a emissão de 30 milhões de toneladas de CO₂ equivalente (CO₂eq). O volume corresponde, aproximadamente, às emissões anuais de mais de 14 milhões de veículos movidos a gasolina.

A empresa também avançou na busca por novos mercados para combustíveis renováveis. Em julho de 2026, realizou no Porto de Santos (SP) o primeiro abastecimento de um navio porta-contêineres transoceânico com etanol, resultado de dois anos de trabalho com empresas dos setores marítimo e portuário e autoridades. A iniciativa abre uma frente para o uso do biocombustível na navegação, setor de difícil descarbonização. Segundo a Copersucar, o etanol pode reduzir entre 70% e 80% as emissões de CO₂ em comparação com o combustível fóssil utilizado no transporte marítimo.

Outra frente de redução de emissões foi o avanço do biometano no transporte de cargas e nas operações industriais. Na Safra 25/26, foram substituídos 6 milhões de litros de diesel por biometano, volume 150% superior ao registrado na safra anterior. A mudança evitou a emissão de 15 mil toneladas de CO₂eq.

O resultado está associado principalmente à consolidação da BioRota Copersucar, iniciativa criada em 2024 e apresentada pela companhia como a maior operação de logística sustentável movida a biometano do Brasil. O combustível é produzido a partir de resíduos da cana-de-açúcar e utilizado para substituir o diesel no transporte rodoviário. Nos dois primeiros anos de operação, a BioRota respondeu por 14% do açúcar transportado por rodovia pelas usinas associadas até o Porto de Santos, envolvendo mais de 70 caminhões e sete transportadoras parceiras.

Biomassa e logística de baixo carbono

A geração de eletricidade renovável a partir da biomassa de cana também avançou. As usinas associadas à Copersucar produziram 6,5 mil GWh na Safra 25/26, o equivalente a 10% de toda a eletricidade gerada no Brasil a partir de biomassa. A produção corresponde ao consumo anual de uma cidade do porte de Roterdã, na Holanda.

Na logística, a estratégia de priorizar modais de menor emissão também apresentou resultados. 60% do açúcar foi transportado por ferrovia, evitando a emissão de 70 mil toneladas de CO₂eq, contra 53 mil toneladas na safra anterior. Já o transporte de etanol por dutos retirou cerca de 95 mil caminhões das áreas urbanas e evitou a emissão de 88 mil toneladas de CO₂eq.

Eficiência nas emissões

Mesmo com o aumento da produção de cana e da demanda por insumos agrícolas, a Copersucar manteve a intensidade de emissões em 48,35 kg de CO₂ por tonelada de cana moída. O indicador, segundo a companhia, reflete a eficiência da operação na gestão das emissões e a adoção de soluções de menor intensidade de carbono.

A empresa também recebeu, pelo nono ano consecutivo, o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, reconhecimento associado à qualidade e à transparência do inventário corporativo de emissões.

Impacto social e segurança alimentar

A agenda de sustentabilidade incluiu ainda investimentos sociais. Ao longo da safra, 1,4 milhão de pessoas foram beneficiadas direta ou indiretamente por 123 projetos, que receberam R$ 8,5 milhões. As iniciativas envolveram educação para a sustentabilidade, esporte, cultura, saúde e desenvolvimento científico relacionado ao setor sucroenergético.

Entre os projetos está a parceria com a organização De Olho no Material Escolar, desenvolvida com usinas associadas para capacitar professores e estudantes da rede pública sobre o agronegócio e o setor sucroenergético. A ação alcançou 13 municípios em três estados.

A atuação da companhia também está relacionada à segurança alimentar. A comercialização de açúcar realizada pelo ecossistema atende clientes em mais de 70 países e, segundo a empresa, contribui para a alimentação de aproximadamente 500 milhões de pessoas.

Créditos reforçam descarbonização

Nos Estados Unidos, a Copersucar comercializou 250 mil TERCs (Transport Emission Reduction Certificates), créditos associados à redução de emissões pelo uso de combustíveis de menor intensidade de carbono, como o etanol. A operação correspondeu à mitigação de 250 mil toneladas de CO₂eq.

No Brasil, as usinas associadas emitiram 6 milhões de CBIOs, créditos de descarbonização vinculados ao programa RenovaBio. Também foram comercializados 227 mil créditos Bonsucro, que certificam critérios de sustentabilidade na produção de açúcar e etanol e mantêm a Copersucar, segundo a companhia, na liderança mundial desse mercado.

“Os resultados econômicos, ambientais e sociais apresentados no Relatório de Sustentabilidade 25/26 refletem a capacidade do Ecossistema Copersucar de gerar valor de forma consistente”, afirma Tomás Manzano, presidente da Copersucar. Segundo ele, a conexão entre produtores e mercados globais, o desenvolvimento de novas aplicações para produtos renováveis e a inovação fortalecem a competitividade da cadeia e ampliam sua contribuição para o desenvolvimento sustentável.

Os indicadores e demais resultados estão disponíveis no Relatório de Sustentabilidade Safra 25/26, publicado pela Copersucar.