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Riachuelo lança jeans composto por viscose, algodão reciclado e elastano de cana de açúcar

Publicado em 30/03/2026 às 09:32 edição Lenilde Pacheco


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Duas calças femininas e duas masculinas, além de uma jaqueta, totalizam mais de 10 mil peças - Foto: Riachuelo/Divulgação

A Riachuelo, uma das maiores marcas de moda do varejo brasileiro, expande sua linha de jeans que fomenta a circularidade – a POOL Loop – com o lançamento do primeiro jeans brasileiro feito com viscose contendo 20% de resíduos de algodão reciclados no pré e pós consumo e elastano de biomassa proveniente da cana-de-açúcar. O novo tecido é resultado de um trabalho conjunto da Riachuelo em parceria com o Grupo Lenzing, líder global na produção de fibras celulósicas mais sustentáveis, Creora, referência global na produção de elastano e a Canatiba Textil, sinônimo de inovação no desenvolvimento de denim responsável no Brasil.

A coleção conta com cinco modelos diferentes, sendo duas calças feminina e duas masculinas, além de uma jaqueta, totalizando mais de 10 mil peças produzidas. A novidade estará disponível em 97 lojas com conceito high da Riachuelo em todo o país a partir do dia 30 de março e no e-commerce da marca.

A expansão da linha POOL Loop materializa a iniciativa Fiber Forward da Riachuelo, voltada para a implementação de materiais inovadores que priorizam alternativas recicladas e de origem biológica para produção têxtil com o objetivo de reduzir o uso de recursos fósseis e o consumo de matérias-primas virgens. Ao investir em tecnologias que transformam sobras de tecido e cana-de-açúcar em moda com menor pegada de carbono, a Riachuelo não apenas entrega um produto de vanguarda ao consumidor, mas também consolida seu papel na transição para um modelo de negócio mais consciente.

As fibras Lenzing Ecovero com tecnologia Refibra representam um avanço significativo na evolução da viscose responsável. Produzidas a partir de madeira de origem certificada e controlada, essas fibras também incorporam resíduos de algodão pré e pós-consumo, que são transformados em nova matéria-prima celulósica por meio da inovadora tecnologia Refibra. “Esse processo contribui para promover maior circularidade na indústria têxtil ao reintegrar materiais que, de outra forma, seriam descartados, reduzindo a dependência de recursos virgens. Ao mesmo tempo, as fibras mantêm os reconhecidos atributos da viscose Lenzing Ecovero, como transparência e rastreabilidade na cadeia de valor, menor impacto ambiental e excelente performance têxtil, oferecendo toque macio, conforto e versatilidade para diferentes aplicações na moda”, afirma Juliana Jabour, Head de Business Development para a América do Sul do Grupo Lenzing.

Tradicionalmente reconhecido como uma fibra sintética derivada de fontes fósseis, o elastano ganha uma nova perspectiva com o lançamento do regen Bio Max, da Creora. A inovação apresenta uma composição com até 98% de conteúdo derivado da cana-de-açúcar, trazendo uma alternativa de base renovável para uma fibra essencial na indústria da moda. Essa tecnologia permite reduzir em até 55% as emissões de carbono e 50% do consumo de água durante a produção do elastano regen BIO em comparação à versão convencional, um avanço significativo para soluções de menor impacto e um passo rumo à substituição gradual de materiais fósseis para alternativas renováveis na indústria têxtil.

“Esta colaboração representa exatamente o caminho que a indústria da moda precisa seguir: inovação construída de forma coletiva. Com o regen Bio Max da Creora, mostramos que é possível reduzir a dependência de recursos fósseis sem abrir mão de performance, conforto e durabilidade — características essenciais do elastano. Participar de um projeto que conecta toda a cadeia, do fio ao consumidor final, reforça nosso compromisso em acelerar a transição para materiais mais responsáveis e preparados para o futuro da moda,” comenta Jessé Moura, Gerente de Marketing Latam, Hyosung Brasil | Creora.

“Acreditamos que o futuro da moda começa na fibra. Por isso estamos investindo alto em pesquisa e inovação por meio de parcerias estratégicas em todo o mundo, que nos ajudem a identificar materiais mais modernos e com tecnologia de ponta que possam substituir recursos virgens e fósseis por alternativas recicladas e de origem biológica para produção têxtil. É exatamente isso que a parceria com o Grupo Lenzing, Creora e Canatiba Textil materializa”, completa Taciana Abreu, diretora de sustentabilidade da Riachuelo.

A Canatiba Textil, por sua vez, transforma as fibras em fios e posteriormente no tecido POOL Loop, com composição de algodão (86%), viscose (13%) e elastano (1%). Parceira de longa data da Riachuelo, a Canatiba Textil possui caldeira movida à biomassa como combustível, que reaproveita 40% da água neste mesmo processo, reduzindo as emissões de carbono da sua operação.

“Acreditamos que a inovação no denim deve caminhar lado a lado com a responsabilidade. Nesta parceria com a Riachuelo, aliamos nossa expertise em desenvolvimento e acabamento de tecidos à tecnologia das fibras Lenzing Ecovero com tecnologia Refibra, que incorporam resíduos de algodão e promovem maior circularidade, e ao Creora regen Bio Max, um elastano de base renovável que reduz a dependência de recursos fósseis. O resultado é um denim que entrega performance, conforto e estética, ao mesmo tempo em que avança em direção a uma cadeia têxtil mais responsável e inovadora”, afirma Vanessa Covo, Diretora de Produto, Canatiba Textil.

Esta é mais uma coleção da Riachuelo que conta com a rastreabilidade dos processos produtivos nas peças, através de QR code feito em parceria com a Block Force. Por meio dela, os clientes podem compreender todo o processo de produção do jeans, desde a chegada das fibras à fiação até as lojas onde os produtos finais podem ser encontrados. Confira aqui:

Esse lançamento do novo tecido faz parte de uma estratégia ampla da Riachuelo, iniciada em 2025, com o lançamento de sua maior coleção circular de jeans produzida com 25% de algodão reciclado, que contará ainda com uma nova grade de produtos para este ano.

Sobre a Riachuelo

Do fio à vitrine, há 78 anos a Riachuelo promove ativamente a democratização da moda e a geração de impacto positivo, destacando-se pela sua capacidade de inovação, dinamismo e agilidade, entregando coleções e produtos para todos os estilos. São mais de 400 lojas próprias e 30 mil funcionários – cerca de metade deles na região Nordeste do Brasil, berço da marca. Como parte do Grupo Guararapes, que contempla, ainda, o maior parque fabril da América Latina, além das marcas Fanlab, Casa Riachuelo e Carters, a financeira Midway, e dois teatros Riachuelo, na capital potiguar e no Rio de Janeiro, a rede é uma das principais referências do setor e é reconhecida como uma das maiores empresas de moda do Brasil.

Sobre o Grupo Lenzing

O Grupo Lenzing é referência na produção responsável de fibras especiais e premium à base de celulose regenerada. Como líder em inovação, a empresa atua em parceria com fabricantes globais dos setores têxtil e de não tecidos, impulsionando o desenvolvimento de novas tecnologias. Suas fibras de alta qualidade são utilizadas em uma ampla variedade de aplicações — desde vestuário funcional, confortável e alinhado às tendências até têxteis-lar duráveis e sustentáveis. Certificadas pela TÜV como biodegradáveis e compostáveis, as fibras Lenzing também são ideais para aplicações exigentes em produtos de higiene do dia a dia.

O modelo de negócios do Grupo Lenzing vai além do papel tradicional de um produtor de fibras. Em colaboração com clientes e parceiros, a empresa desenvolve soluções inovadoras ao longo de toda a cadeia de valor, gerando valor adicional para o consumidor. A Lenzing busca o uso eficiente e responsável de todas as matérias-primas e contribui com soluções que apoiam a transição da indústria têxtil de um modelo linear para uma economia circular. Alinhada às metas do Acordo de Paris, a empresa conta com um plano de ação climática claro e baseado na ciência, com o objetivo de reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa (Escopos 1, 2 e 3) até 2030 e alcançar a neutralidade de carbono até 2050.