img
img

Chuvas de março levam otimismo aos produtores baianos de algodão

Publicado em 02/04/2025 às 00:03 edição Lenilde Pacheco


img

Lavoura de algodão: próxima safra baiana poderá ser 14% maior que a anterior - Foto: Abapa/Divulgação

Com a volta das chuvas fechando o mês de março, após episódios de veranicos no Oeste da Bahia, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) acredita que a colheita da fibra, na safra 2024/2025, começará na segunda quinzena de maio, na região do Cerrado baiano. Segundo maior produtor de algodão do Brasil, a Bahia deve produzir em torno de 787,6 mil toneladas de algodão em pluma, em uma área total de 413 mil hectares ocupados com a cultura, entre as regiões Oeste, responsável por quase 99% da produção, e Sudoeste do estado.

Se confirmada a estimativa de produção, a safra baiana poderá ser em torno de 14% maior do que a registrada no ciclo 2023/2024, que somou 691,3 mil toneladas. De acordo com a Abapa, tudo vai depender principalmente do clima para definir a produtividade da cultura. No cerrado baiano, cerca de um terço das lavouras foram implantadas sob sistema de irrigação, o que, segundo a associação, ajuda a diminuir o risco climático.

Na safra em curso, o estresse hídrico marcou o mês de março, em algumas áreas do cerrado baiano. Os produtores aguardam a continuidade das chuvas em abril, para confirmar os primeiros números divulgados no ano, pela Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

“As chuvas recentes estão ajudando a diminuir um pouco as nossas preocupações sobre o quanto os veranicos que tivemos poderão impactar a produção. Mas o algodão é uma cultura de ciclo mais longo, e é muito resiliente à estiagem. Mesmo assim é importante ressaltar que o Oeste é uma região muito vasta, com áreas de características muito distintas entre si, então é difícil generalizar”, pondera a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa. Ainda de acordo com a presidente, do total de algodão a ser produzido na Bahia, cerca de 60% já foram comercializados.