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Reserva Ecológica Michelin impulsiona recuperação da Mata Atlântica

Publicado em 17/08/2025 às 00:07 edição Lenilde Pacheco


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Reserva Ecológica: pesquisa, proteção da fauna e flora, e educação ambiental - Foto: Reserva Michelin/Divulgação

Uma antiga área degradada, situada entre os municípios de Igrapiúna e Ituberá, no sul da Bahia, tornou-se um dos principais exemplos de recuperação da Mata Atlântica no país. Trata-se da Reserva Ecológica Michelin que ganha destaque na agenda verde em razão da proximidade de COP30, cuja programação acontece em novembro, em Belém, no Pará.

Criada em 2004 pela multinacional francesa Michelin, a reserva ocupa 4 mil hectares no Corredor Central da Mata Atlântica. Desde então, tornou-se um laboratório vivo de biodiversidade, com mais de 2.700 espécies catalogadas, algumas delas inéditas para a ciência.

Situada a cerca de 140km de Salvador, a Reserva Ecológica Michelin (REM) abrange a maior cachoeira do litoral da Bahia, Cachoeira da Pancada Grande, com 61 metros de altura.

A Michelin, em seu compromisso com a sustentabilidade e a conservação ambiental, estabeleceu esta área protegida para preservar a fauna e a flora locais, além de promover a pesquisa científica, restauração e a educação ambiental.

Dentro da reserva, é possível encontrar uma diversidade impressionante de espécies, incluindo mamíferos, aves, anfíbios e plantas raras. Até o momento, são catalogadas mais de 2.400 mil espécies da fauna e flora. A REM é considerada um refúgio para espécies ameaçadas somente encontradas no Norte da Mata Atlântica, como macaco-prego-do-peito-amarelo (Sapajus xanthosternos), guigó (Callicebus melanochir), ouriço-preto (Chaetomys subspinosus), ouriço-cacheiro (Sphiggurus insidiosus), preguiça-de-colar (Bradypus torquatus), mutum-de-bico-vermelho (Crax blumenbachii), macuquinho-baiano (Eleoscytalopus psychopompus), (Arapatiella psilophylla), entre outras.