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Recicladores e startups contribuem para o meio ambiente e geração de renda

Publicado em 22/11/2021 às 08:15 edição Lenilde Pacheco


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Trashin: um dos focos é a melhoria da qualidade de vida de seus profissionais

O Dia do Reciclador (22 de novembro) é uma boa oportunidade para valorização do importante papel das cooperativas de reciclagem e dos catadores, responsáveis por quase 90% do resíduo reciclado no Brasil, de acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que constam no estudo Os Desafios da Reciclagem e da Logística Reversa de Embalagens de 2018, realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Embora o Brasil recicle apenas 2,1% do total de resíduos coletados de acordo com o Diagnóstico de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos de 2019, diversas organizações buscam alternativas de inovar neste mercado. Dados atualizados pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) indicam ter ocorrido peque avanço. Mesmo assim, apenas 3% do lixo que poderia ser reciclado é efetivamente reaproveitado no país.

Neste cenário encontram-se ideias inovadoras como as propostas pela Trashin, startup de logística reversa, gestão de resíduos 360º e ESG. Desde a sua fundação, em novembro de 2018, a cleantech já reciclou 904.037,12 kg de resíduos que passaram sob sua gestão.

A participação das cooperativas nesse trabalho da cleantech foi fundamental para o alcance desse número. Além do alto volume de reciclagem, a Trashin desenvolve um projeto junto às cooperativas onde realiza capacitações que consistem em colocá-las em evidência no mercado e melhorar a qualidade de vida de seus profissionais.

“Queremos preparar as cooperativas para um mercado que não para de crescer e se mostra cada vez mais essencial para o futuro dos negócios como um todo. Nós levamos a elas treinamentos de implementação de um plano de ação, pesquisa de mercado, planejamento estratégico, logística reversa e gestão de resíduos. Nossa busca é em impactar a realidade das cooperativas para que elas se aperfeiçoem sempre e sejam autônomas e referências dentro do mercado que elas estão inseridas”, explica Rafael Dutra, COO da Trashin.

Leia também: Logística reversa: o lixo que não é lixo

Entre as cooperativas parceiras da Trashin estão as Associações Anjos da Ecologia e Reciclando pela Vida, ambas instaladas no Rio Grande do Sul. Para a assessora técnica das duas associações, Simone Pinheiro, a parceria com a Trashin é de extrema importância, principalmente durante a pandemia provocada pela Covid-19.

“Para os associados da Anjos da Ecologia e Reciclando pela Vida, a Trashin é muito importante. Pois quando falamos em geração de renda, o volume de resíduos recicláveis direcionados a nós pela startup impacta, mensalmente, em torno de 25% na renda dos associados”, explica Simone.

As cooperativas desenvolvem o trabalho de separação e destinação correta dos resíduos para reciclagem que chegam das empresas em que a Trashin desenvolve projetos no estado gaúcho. Simone enfatiza que os benefícios da parceria com a Trashin não se limitam apenas na geração de renda e volume de trabalho.

“Temos um interesse muito grande nesse trabalho pois queremos ampliar os negócios para além do recebimento de cargas. Desejamos efetivamente participar da logística reversa, emitir certificações e integrar uma série de possibilidades de negócios, que por meio da Trashin, podem se tornar realidade nesse enorme mercado dos resíduos sólidos”, detalha a Assessora Técnica.

Mercado de Reciclagem

A busca por profissionalizar e fomentar o mercado de reciclagem no Brasil passa por várias frentes. Dentro do âmbito público, temos Projeto de Lei n° 6545, de 2019, que encontra-se em tramitação no Senado Federal, e estabelece incentivos à indústria da reciclagem; e cria o Fundo de Apoio para Ações Voltadas à Reciclagem (Favorecicle) e Fundos de Investimentos para Projetos de Reciclagem (ProRecicle). A PL já foi aprovada pela Comissão de Meio Ambiente do Senado (CMA), em outubro deste ano, e agora segue para análise do Plenário.

Mas modelos de trabalho em negócios como o da Trashin, onde o foco é proporcionar às empresas uma forma inovadora de lidar com o resíduo produzido em suas operações, as parcerias estabelecidas com as cooperativas são de suma importância.

“Nós já contamos com mais de 50 clientes parceiros em todo o Brasil que já conseguiram preservar mais de 10 mil árvores, por meio da reciclagem de papel descartado nas empresas. Nós também já conseguimos economizar mais de 32 toneladas de petróleo frente à reciclagem de plástico, todos esses números são reais hoje graças às cooperativas, que recebem esses resíduos, reciclam e recolocam esses materiais na cadeia de consumo novamente”, detalha Dutra.

O COO da Trashin ressalta que em tempos de ESG o mercado consumidor está cada vez mais preocupado com práticas sustentáveis. Tanto é verdade que o público já enxerga o meio ambiente com prioridade maior do que o PIB (Produto Interno Bruto) conforme mostrou uma pesquisa conjunta do fundo de venture capital Atlântico com a empresa de análise estatística Atlas Intelligence.

“Além de todo o volume que conseguimos reciclar, causando um grande impacto de preservação do meio ambiente, a reciclagem também tem um grande poder no âmbito social, pois proporciona trabalho aos catadores, que alimenta toda cadeia econômica em que eles estão inseridos. Para se ter ideia, em três anos de existência, a Trashin conseguiu gerar mais de R$530.000,00 em renda para as mais de 13 cooperativas que trabalham junto a nós”, finaliza Rafael.

Sobre a Trashin

Fundada em 2018, a Trashin é uma empresa que realiza operações de gestão de resíduos 360° e projetos de logística reversa com o uso de tecnologia e inovação. Essas ações garantem que os resíduos coletados retornem à indústria como insumo, promovendo a economia circular que gera alto impacto socioambiental.

A empresa, criada em Porto Alegre (RS), conquistou a confiança de grandes companhias para realizar operações de logística reversa, gestão de resíduos e desenvolvimento de estratégias para potencializar métricas de ESG.

Entre as empresas atendidas estão a Havaianas (Alpargatas), Parque Ibirapuera e Parque Nacional dos Aparados da Serra (Urbia), SAP, Ticket Log, Sicredi, Ifood, Movida, Nexa Resources, Cyrela e Unimed. Dentro dessas corporações, a Trashin desenvolve trabalhos que controlam níveis de produtividade e desperdício, promovendo a sustentabilidade através de uma metodologia única que pode ser facilmente aplicada em diversas organizações.

Fontes: Trashin, Abrelpe e Agência Brasil