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Pesquisadora cria embalagem plástica comestível para reduzir danos ambientais

Publicado em 08/09/2021 às 08:27 edição Lenilde Pacheco


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Plástico está em 70% dos resíduos encontrados no mar - Foto Pública: Timothy Townsend

A necessidade de reduzir a poluição causada pelo uso de plástico motivou a especialista em Gestão Ambiental Kat Oliveira, de 37 anos, a criar um tipo de plástico comestível que poderá ajudar a reduzir danos ambientais. Iniciado há dois anos, o projeto já obteve os primeiros bons resultados: venceu dois editais na área de Ciência, Tecnologia e Inovação, do Governo da Bahia.

Segundo a pesquisadora, nascida em Feira de Santana, o diferencial entre o plástico criado e todas as outras invenções já existentes no mercado é a utilização de plantas alimentícias não convencionais (panc) na composição, tornando o produto comestível e impermeável. “Ele se degrada em pouco tempo e, como é feito de maneira caseira, não requer muita água para produção”, explicou.

Já o plástico filme inventado por Kat Oliveira sequer existe outro similar. “Fiz o plástico filme a partir de um produto industrial vencido e que seria descartado. Quando vi a oportunidade, percebi que poderia utilizá-lo para a produção desse material”, detalhou.

 

Kat Oliveira criou o plástico comestível com o uso de planta alimentícia 

Em 2014, quando estudou Gestão Ambiental, a pesquisadora dedicou-se especialmente à análise de novas tecnologias para embalagens e avaliou o uso de plantas na composição de novos materiais. Ao ampliar os estudos, teve a ideia de testar uma linha de produção com as pancs. Surgiram, então, as versões de  embalagens de plástico descartáveis e plásticos filmes.

A dedicação aos estudos ganhou força após o surgimento de novas embalagens sustentáveis. “Fazendo algumas anotações, percebi que o custo da produção ainda é muito alto. Então a minha ideia é que seja um produto mais barato. Além disso, a outra motivação que tive foi quando comecei a prestar serviços em uma cooperativa de resíduos sólidos. Percebi que um dos grandes problemas do mundo são os plásticos, porém ele não chega a ser o grande vilão, mas sim o modo como é descartado”, destacou.

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Trabalhadora autônoma, Kat Oliveira quer avançar na pesquisa com o apoio de empresas parceiras do meio ambiente. “Meu objetivo é levar adiante para empresas que realmente tenham interesse em diminuir a produção e consumo de embalagens plásticas, substituindo-as pelas ecológicas e realmente orgânicas sem danos ao meio ambiente. Isso fortalece o cooperativismo e incentiva um consumo mais sustentável. Estou em fase final da produção dos plásticos e espero contar com parceiros que possam auxiliar nesse projeto inovador que pode ser um grande ganho para o mundo e o meio ambiente” planeja.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros.

Fontes: Secom e Acorda Cidade