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Economia Verde: Nestlé Brasil expande projetos de agricultura regenerativa

Publicado em 24/09/2025 às 07:27 edição Lenilde Pacheco


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Em oito fazendas parceiras na produção de aveia, trigo e milho, projeto potencializa práticas de agricultura regenerativa

A Nestlé Brasil avança em sua jornada de sustentabilidade no campo, expandindo as práticas de agricultura regenerativa para além de suas principais cadeias — cacau, leite e café. A companhia implementou um projeto em oito fazendas parceiras dedicadas à produção de aveia, trigo e milho. A ação abrange 1.980 hectares nos estados de Goiás e do Paraná, e já apresenta resultados expressivos, com redução de mais de 20% da pegada de carbono.

Durante os três primeiros anos, os produtores participantes do projeto recebem suporte técnico da Agrobiota para a implementação das práticas regenerativas, além de um subsídio financeiro da Nestlé para a compra de insumos como o mix de cobertura, bioinsumos, entre outros. “A ideia do projeto é criar unidades demonstrativas em parte das propriedades, para que os produtores visualizem os benefícios e possam ampliar a adoção das práticas em toda a área, como já estamos observando”, declara João Roque Araújo, coordenador agrícola para a cadeia de cereais na Nestlé.

Entre as práticas adotadas estão o incremento das culturas em rotação, a inclusão de plantas de cobertura, a aplicação de fertilizantes nitrogenados estabilizados e bioinsumos, além do manejo integrado de pragas e doenças, com foco na redução do uso de defensivos.

“Com quase dois anos de projeto a área com adoção de plantas de cobertura mais que dobrou, com um incremento na diversidade das culturas em rotação chegando a quatro culturas no intervalo de três anos em uma mesma área. Essas práticas fortalecem o sistema produtivo, promovendo a saúde do solo e ampliando a biodiversidade.” destaca João.

Para o monitoramento da adoção das práticas regenerativas foi utilizada a Farm Assessment Tool (FAT), uma ferramenta desenvolvida pela Nestlé a nível global, que avalia o nível da agricultura regenerativa das fazendas e para mensuração da pegada de carbono das culturas a Cool Farm Tool (CFT), que apresentou uma redução de mais de 20% na safra de 2024 quando comparadas com a anterior.

A Nestlé Brasil incentiva a agricultura regenerativa em suas cadeias produtivas por meio de práticas que regeneram o solo, otimizam o uso dos recursos naturais, aumentam a biodiversidade e contribuem para a descarbonização das operações. Atualmente, 41% das principais matérias-primas da Nestlé no Brasil (cacau, leite e café) já são provenientes de propriedades parceiras que adotam práticas regenerativas — superando, com antecedência, a meta de 30% estabelecida para 2025.

“Atualmente, 70% das emissões de carbono da Nestlé Brasil estão nos nossos ingredientes, com destaque para as cadeias do Leite, Cacau e Café. E mais do que cumprir os compromissos globais estabelecidos, estamos contribuindo para transformar o futuro da agricultura. Acelerar a transição para sistemas regenerativos é essencial não só para descarbonizar as cadeias, mas também para aumentar a resiliência dos sistemas de cultivo e preservar as produções em um cenário de mudanças climáticas cada vez mais desafiador”, destaca Barbara Sollero, head de Agricultura Regenerativa da Nestlé Brasil.

Sobre a Nestlé

A Nestlé tem mais de 100 anos de atuação no Brasil e segue renovando seu compromisso com a sustentabilidade. A empresa emprega mais de 30 mil pessoas no Brasil e tem 18 unidades industriais em operação localizadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Goiás, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, além de 12 centros de distribuição e mais de 70 brokers (responsáveis por vendas, promoções, merchandising, armazenamento e distribuição).

Comprometida com boas práticas que vão do campo à mesa do consumidor, a companhia conta com milhares de produtores fornecedores participando de programas de qualidade nas cadeias de cacau, café e leite, que garantem uma produção sustentável e que trazem modernidade ao campo. Além disso, mantém iniciativas nas fábricas como minimizar a utilização de água e energia e reduzir as emissões, ações de reflorestamento e inovações contínuas em embalagens cada vez mais sustentáveis.