Ajinomoto do Brasil reduz emissão de CO2 e bate metas de sustentabilidade
Publicado em 25/01/2022 às 00:29 edição Lenilde Pacheco
Alessandra Tapi: 'apoio a comunidades é uma das ações'
Diversos indicadores ajudam a medir o desempenho da Ajinomoto em práticas socioambientais. Guiada pelo princípio ASV (Criação de Valor Compartilhado do Grupo Ajinomoto), a empresa desenvolve projetos e ações alinhados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e apresenta resultados que se destacam no mercado nacional e em comparação com outras unidades do grupo.
As ações adotadas pela Ajinomoto do Brasil já colaboraram para que a empresa atingisse diversas metas de sustentabilidade, entre elas, a redução da emissão de CO2, que tinha como objetivo alcançar um percentual de 72%, e que foi ultrapassado, chegando a 79%.
A redução do consumo de água, o uso de energia renovável e o índice de reciclagem também atingiram as suas metas, registrando, respectivamente, 77%, 55% e 100%. Entre os exemplos que podem ser citados estão as fábricas da companhia localizadas em Laranjal Paulista e Limeira, ambas no Estado de São Paulo, que já adotam medidas com esses propósitos desde 2012 e conseguiram alcançar reduções significativa na emissão de CO2, 89% e 70%, respectivamente, após a instalação de caldeiras de biomassa em suas linhas de produção.
A Ajinomoto do Brasil também possui iniciativas que visam o desenvolvimento econômico de forma sustentável, aproveitando toda a matéria-prima, sem geração de resíduos na produção. O processamento da cana-de-açúcar, por exemplo, está inserido em um ciclo de biointegração desde o seu plantio até a fermentação do melaço utilizado na produção do glutamato monossódico, conhecido popularmente como AJI-NO-MOTO®, bem como na fabricação de toda sua linha de aminoácidos e derivados. Por fim, os coprodutos gerados na produção são comercializados como fertilizante pela divisão de Agronegócios, sendo aplicado no plantio de diversas culturas, como tomate, uva, café e cana-de-açúcar.
Em conjunto com as iniciativas ambientais e alinhada à preocupação global com o aumento populacional e limitações na produção de insumos, a empresa estabeleceu também metas relacionadas à redução do desperdício de alimentos. “Estamos traçando estratégias para aumentar cada vez mais a conscientização de nosso público interno, as ações de apoio às comunidades e o direcionamento de doação de produtos para garantir a segurança alimentar de todos”, afirma a gerente de Responsabilidade Social Corporativa, Alessandra Tapi. “Estabelecemos como meta de Food Loss a redução de 50% até 2025 e, no nosso ano fiscal 2020, já conseguimos atingir 13%”, destaca o gerente de Sistema de Gestão Integrado (SGI), Venâncio Forti.
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Para os próximos anos, a Ajinomoto do Brasil já estabeleceu metas, que envolvem a redução das emissões atmosféricas em 50%, do consumo de água em 80% e do desperdício de alimentos em 20% (até o final do ano fiscal de 2021). Além disso, a empresa busca alcançar a meta de 50% no uso de energia renovável e, até 2030, quer reduzir o uso de plástico e torná-lo 100% reciclável. “Na Ajinomoto acreditamos ser importante reforçar cada vez mais nosso compromisso socioambiental. Buscamos, por meio de nossos projetos e ações, atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU”, afirma Venâncio.
Sobre a Ajinomoto
Presente no Brasil desde 1956, a Ajinomoto é uma multinacional japonesa e referência mundial em aminoácidos. A empresa oferece produtos diretamente ao consumidor, assim como insumos para as indústrias alimentícia, cosmética, esportiva, farmacêutica, de nutrição animal e agronegócios.
Atualmente, a unidade brasileira é a terceira mais importante do Grupo Ajinomoto fora do Japão, atrás apenas da Tailândia e dos Estados Unidos. Com quatro unidades fabris, localizadas no estado de São Paulo, nas cidades de Limeira, Laranjal Paulista, Valparaíso e Pederneiras, e sede administrativa na capital, emprega cerca de 3 mil funcionários e atende ao mercados interno e externo. O Grupo Ajinomoto obteve faturamento global de US$ 10,1 bilhões e nacional de R$ 2,7 bilhões no ano fiscal de 2020. Atualmente, está presente em 35 países, possui 121 fábricas e cerca de 32 mil funcionários em todo o mundo.