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Agroexportadora é referência em inovação e tecnologia no Cerrado Baiano

Publicado em 12/07/2023 às 07:39 edição Lenilde Pacheco


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Santa Colomba utiliza recursos inovadores e controle integrado para colher melhor resultado na safra

Com mais de 130 mil hectares de área para o plantio de grãos, algodão e cacau, altíssimo grau de inovação no uso de tecnologias aplicadas à irrigação e uma pequena cidade formada pelos mais de mil funcionários que residem na fazenda entre os municípios de Cocos, na Bahia, e Mambaí, em Goiás, a Santa Colomba Agropecuária é um dos casos de sucesso do agronegócio no Oeste da Bahia com selo de qualidade internacional e o apoio do Banco do Nordeste.

Pioneira no uso de recursos inovadores no setor agrícola, desde 1976, a agropecuária tem aprimorado o desenvolvimento de produtos com padrão de exportação e é a primeira empresa do mundo a cultivar cacau fora da área nativa com irrigação de pivô central. Como conta o sócio e CEO da Santa Colomba, Miguel Prado, existem muitos mitos que permeiam essa cultura e a iniciativa não só tem dado certo, como tem registrado seus primeiros êxitos: “Há mitos sobre a necessidade de sombra, por exemplo, sendo que o cacau precisa de proteção de ventos fortes. A cultura em ambiente não tradicional se provou uma realidade. Já estamos no quinto ano e com resultados surpreendentes”.

Prado destaca ainda que o Banco do Nordeste foi fundamental para o desenvolvimento de projetos cada vez mais arrojados. “Sem dúvida alguma, o Banco do Nordeste foi chave para existência da Santa Colomba. Sem o BNB, não conseguiríamos avançar de maneira tão acelerada e com investimentos tão impactantes em toda infraestrutura. A proximidade do Banco ao entender o negócio e adaptar os produtos à maturação dos investimentos permitiu uma criação de valor enorme para a companhia. São mais de duas décadas de relacionamento e temos certeza que esta parceria se fortalece a cada dia”, comemora Prado.

Para o superintendente do Banco do Nordeste na Bahia, Pedro Lima Neto, os investimentos em inovação e tecnologia são essenciais para estimular um agronegócio ainda mais competitivo. “A Bahia tem grande potencial de expansão no agronegócio. Temos água, solo fértil e clima favorável. No caso do cacau, somente em 2022, o Banco do Nordeste financiou R$ 74 milhões na Bahia. Esses investimentos em tecnologia e infraestrutura são essenciais para acelerarmos o processo de desenvolvimento no nosso Estado”.

A gestão de toda produção da empresa, desde os grãos até o cacau, se dá por meio do conceito de agricultura de alta precisão e da prática de desligamento linha a linha, de modo a realizar o controle das pragas, acompanhar a produtividade em toda a extensão da plantação, reduzir os custos e evitar perdas.

Para o uso cada vez mais eficiente de recursos hídricos, a empresa utiliza softwares de controle integrados com a Agência Nacional de Águas (ANA), que permitem simular o nível de água e energia elétrica aplicados nas plantações e nos processos de agroindústria; armazenar dados do histórico de chuvas; controlar a programação e os indicadores da irrigação; analisar o custo do milímetro irrigado; e gerar relatórios de final de safra.

O sistema é tão inovador e complexo que a Santa Colomba não somente otimiza o consumo de água como gera dados para o que chamam de Centro de Operações de Irrigação, no escritório da empresa, e abastece a ANA com as informações locais. O uso de pluviômetros digitais, hidrômetros com telemetria e sensores de umidade do solo avaliam continuamente os níveis de aplicação de água e monitoram em tempo real o consumo e a demanda energética

De acordo com a própria empresa, a tecnologia aplicada permite, de modo automático, acionar ou desligar (em caso de chuva) o sistema e fiscalizar, em tempo real, a vazão bombeada em cada estação dos rios e dos poços artesianos de onde a água é retirada. Desse modo, eles garantem a sustentabilidade e a vazão ecológica adequada para os rios e poços, mantem a transparência, uma vez que os dados estão disponíveis para as entidades fiscalizadoras, e diminuem os custos de manutenção.