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Sistema B Brasil alerta para urgência dos negócios de impacto socioambiental

Publicado em 17/11/2023 às 10:27 edição Lenilde Pacheco


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Rizoma Agro: grãos e leguminosas orgânicas regenerativas com Selo B - Foto: Pixabay

Ao completar uma década de atuação no Brasil, o Sistema B renova o seu alerta ao setor privado, com ênfase na importância dos elevados padrões de desempenho socioambiental, transparência e responsabilidade, conceitos reunidos pela nova campanha: “Não há tempo para Plano B, mas há tempo para ser B”.

A iniciativa chama a atenção do setor produtivo brasileiro para a urgência das causas socioambientais, reforçando a proposta de trabalho da organização, que já certificou mais de 300 empresas de 24 setores da economia no país.

Em São Paulo, são quase 160 companhias de diferentes portes já certificadas pelo Sistema B. No segmento de trabalho e renda são nove, assim como 13 de alimentos, oito de habitação, oito de economia circular, duas de atividades agrícolas e duas de mobilidade, devidamente creditadas com o selo B. Entre elas, a gigante Danone, a Fama Investimentos, a Insecta Shoes e a Eureciclo.

A EduK também foi certificada, o que valoriza a ética e a sustentabilidade em sua jornada de educar para o futuro e resolver os débitos oriundos de um modelo de desenvolvimento pouco inclusivo, como existiu no país durante décadas. A partir da atual realidade, a empresa agregou a missão de levar um milhão de usuários à geração de renda até 2024, com o aprimoramento de habilidades e busca de conhecimentos a preços acessíveis.

O Sistema B já inclui também o Rizoma Agro, maior produtor de grãos e leguminosas orgânicas regenerativas do Brasil, pesquisador e desenvolvedor de tecnologia brasileira para a expansão do segmento. A empresa acelera a transição de terras agrícolas, criando uma rede de fornecimento eficiente e produtiva. Suas lavouras abastecem as principais empresas de alimentos do país e do exterior, com rendimentos que igualam ou até superam a agricultura convencional.

Campanha em Movimento

A ideia de “movimento” expressa o que o Sistema B desenvolve há uma década no Brasil, além das certificações. A organização trabalha na promoção de soluções de apoio aos negócios na jornada por impacto social e ambiental. O diretor executivo do Sistema B Brasil, Rodrigo Santini, destaca que o movimento já alimenta um ecossistema de negócios de impacto: “Construímos uma rede de impacto, composta por negócios que não se contentam em fazer somente a sua parte, mas entendem a urgência e querem influenciar outros negócios a mudarem”.

Para ele, a visão do Movimento é construir um sistema econômico mais inclusivo, equitativo e regenerativo às pessoas e ao planeta. O olhar para o futuro orienta as ações da organização no presente, e a campanha em comemoração dos 10 anos busca provocar essa transformação. “O futuro exige mudanças, e elas não podem ficar para depois” é outro texto trabalhado na estratégia de marketing.

A campanha aponta caminhos para agilizar as mudanças necessárias, considerando as etapas desta jornada: capacitação profissional, consultorias para adoção de métricas de impacto, certificação, conexão entre negócios, advocacy e outros benefícios de fazer parte da rede. Para isso, o Sistema B está disponibilizando um kit de marketing digital, com a identidade visual da campanha para as empresas e seus profissionais customizarem as peças e postá-las em suas redes sociais. “Quem trabalha em uma Empresa B pode sentir orgulho por contribuir com uma sociedade mais justa, logo, é a oportunidade para torná-los embaixadores do Movimento B”, propõe a diretora de Comunicação e Relacionamento do Sistema B Brasil, Cinthia Gherardi.

As peças publicitárias podem ser customizadas pelas empresas do Movimento B, colaboradores, consultores, investidores, membros do Conselho e outros públicos ligados aos negócios de impacto, reforçando a potência de atuação em rede e o orgulho dessa parceria. Segundo ela, a comunicação adota uma linguagem simples e didática, voltada tanto a quem já faz parte desse ecossistema, quanto a quem ainda desconhece o Sistema B. As postagens são monitoradas pela hashtag #SBB10anos.

No Brasil, a rede de negócios formada pelo Sistema B possui mais de 300 Empresas B nas cinco regiões brasileiras. Dentre elas, estão grandes indústrias do setor de alimentos, beleza e moda, como Danone, Natura, Grupo Arezzo&Co e Hering, e também de serviços como a Movida. A maior representatividade da rede se dá por negócios de pequeno e médio porte atuantes em setores diversos e, em especial, na prestação de serviços e de consultorias que visam a transformação da economia.

Em alguns estados, as Empresas B representam o setor de maior vocação econômica da localidade, como o Grupo Morena, de Mato Grosso, que desenvolve atividades agrícolas sustentáveis. No Tocantins, outros exemplos são a Tobasa Bioindustrial de Babaçu, pioneira em tecnologias e processos de extrativismo florestal e aproveitamento integral do coco de babaçu, e a SoluBio com soluções sustentáveis e eficientes de biotecnologia para o agronegócio.

“Tornar-se uma Empresa B envolve uma jornada de conscientização, adoção de padrões de impacto, integração à uma rede de empresas com a mentalidade de promoção do ESG, engajamento em causas coletivas e adesão a um processo de melhoria contínua”, conclui Rodrigo Santini.