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Poluição matou 9 milhões de pessoas em 2019, mostram especialistas em novo estudo

Publicado em 08/12/2021 às 07:09 edição Lenilde Pacheco


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É ampla a lista de poluentes lançados no ar - Foto: Patrick Hendry/Unsplash

A poluição do ar é um grave fator de risco à saúde cardiovascular, demonstra um novo artigo científico publicado pela revista New England Journal of Medicine. O “Global Burden of Diesese” estima que a poluição foi responsável por 9 milhões de mortes em 2019, dos quais mais de 60% foram por problemas ligados ao coração.

Os autores do estudo e professores Philip Landrigan, do Instituto Schiller para Ciência e Sociedade Integradas, e Sangay Rajagopalan, da Care Western Reserve University, dos EUA, classificam a poluição como “material indesejado liberado no meio ambiente pela atividade humana”.

A poluição é gerada sobretudo pela queima de combustíveis fósseis, como a geração de energia em usinas termelétricas (o carvão é um dos maiores emissores de CO2) e a combustão gerada a partir dos derivados de petróleo em automóveis.

Além do gás carbônico, esses processos lançam outros materiais poluentes no ar: óxido de nitrogênio, dióxido de enxofre e monóxido de carbono. O estudo também aponta preocupação com a emissão de metais tóxicos, como chumbo, mercúrio, arsênico e cádmio, além de outros poluentes químicos.

“A transição para fontes de energia renováveis podem reduzir essas mortes”, afirma o estudo publicado pela New England Journal of Medicine.

De acordo com um estudo do Greenpeace do início deste ano, mais de 160 mil pessoas morreram em 2020 vítimas da poluição nas 5 cidades mais populosas do planeta, o que inclui São Paulo, Cidade do México, Nova York, Nova Déli e Xangai.