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Morre o ex-ministro Raul Jungmann, defensor da agenda ESG no setor mineral

Publicado em 19/01/2026 às 00:19 edição Lenilde Pacheco


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Jungmann sempre se destacou por sua visão estratégica e capacidade de diálogo - Foto: Marcelo Camargo/ABr

Aos 73 anos, o ex-ministro Raul Jungmann faleceu neste domingo (dia 18). Ele estava internado no hospital DF Star e morreu após anos de luta contra um câncer no pâncreas.

Nascido em Recife em 3 de abril de 1952, exerceu diversos cargos de administrações estaduais e federais. Começou sua trajetória como  secretário de Estado de Planejamento no governo de Pernambuco, entre 1990 e 1991.

Jungmann militou no Partido Comunista Brasileiro (PCB), com a legenda ainda na clandestinidade. Ainda na ditadura, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

Depois, ajudou a fundar o PPS, onde ficou, entre idas e vindas (retornaria ao MDB por um curto período no começo dos anos 2000) até 2018. O PPS foi rebatizado para Cidadania, atual nomenclatura.

Nos últimos anos, Jungmann presidiu o  Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que comunicou o falecimento neste domingo, à noite. De acordo com a nota, em atenção a um desejo de Raul Jungmann, o velório ocorrerá em cerimônia reservada a familiares e amigos próximos.

Raul Jungmann dedicou mais de cinco décadas à vida pública brasileira. Exerceu funções de grande relevância, entre elas a presidência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), três mandatos como deputado federal e quatro ministérios – Política Fundiária, Desenvolvimento Agrário, Defesa e Segurança Pública.

Em 2022, assumiu a presidência do Ibram, liderando uma importante agenda de transformação do setor mineral, pautada pelos princípios ESG (Ambiental, Social e Governança) e pela defesa de uma mineração mais responsável e alinhada aos desafios do século XXI.

Sob sua liderança, o Ibram fortaleceu seu protagonismo institucional e seu compromisso com a legalidade, a sustentabilidade, a inovação e o papel estratégico dos minerais na transição energética global.

Jungmann sempre se destacou por sua visão estratégica, capacidade de articulação e pelo legado de diálogo e ética que deixa não apenas na mineração, mas na vida pública brasileira.

Para Ana Sanches, presidente do Conselho Diretor do Ibram, Raul Jungmann foi um homem público de estatura singular, defensor firme da democracia e profundamente comprometido com o Brasil e com o interesse público. Segundo ela, à frente da Diretoria Executiva do Instituto, Jungmann conduziu a entidade por um período decisivo, fortalecendo o Instituto e beneficiando todo o setor mineral, período este marcado pelo diálogo, pela visão estratégica e pela integridade.