img
img

Micos-leões-da-cara-dourada integram programa de proteção do Zoo de SP

Publicado em 28/09/2025 às 09:03 edição Lenilde Pacheco


img

Mico-leão-da-cara-dourada: cada reabilitação bem-sucedida contribui para a conservação da espécie - Crédito: Cetras/Bamin

Reabilitados pelo Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) da Bahia Mineração (Bamin), três micos-leões-da-cara-dourada, espécie ameaçada de extinção, foram transportados de Ilhéus (BA) para São Paulo, na quarta-feira (24). Eles passam a integrar o programa de conservação ex situ (fora do habitat natural) do Zoológico de São Paulo, que busca reforçar as variações genéticas.

Um dos primatas chegou ao Centro de Triagem e Reabilitação da Bamin, em novembro de 2024, em condições críticas: um macho adulto resgatado em Una (BA), estava debilitado e com dificuldades locomotoras. Após estabilização clínica, obteve recuperação plena.

Vítima de trauma cranioencefálico grave, uma fêmea foi encaminhada ao Cetrass por equipe do ICMBio, em julho de 2025. Com manejo intensivo, recuperou equilíbrio motor. Outro macho adulto, também com diagnóstico de trauma cranioencefálico, resgatado pelo Inema, evoluiu de forma gradual após reabilitação neurológica.

Todos foram microchipados e liberados clinicamente para a transferência, realizada com o suporte logístico da LATAM.

Para a analista de meio ambiente da Bamin, Bárbara Buss, a ação reforça o papel da empresa na defesa da fauna brasileira. “O Centro de Triagem e Reabilitação foi criado para ir além das áreas próximas ao Porto Sul, recebendo e reabilitando animais silvestres de toda a região. Esses três micos-leões-da-cara-dourada simbolizam a força da cooperação entre órgãos ambientais e parceiros privados em prol da biodiversidade”, disse.

Cada reabilitação bem-sucedida tem impacto direto na conservação da espécie, explica Bárbara: “Trabalhar pela recuperação de um animal ameaçado é dar a ele uma nova chance, mas também é preservar uma parte essencial do patrimônio natural da Bahia e do Brasil”, completou.

O resgate e a recuperação dos animais ocorreram em parceria com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), dentro da Rede Integrada de Proteção aos Animais Silvestres da Bamin. O processo contou ainda com o apoio do ICMBio, no âmbito do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Primatas da Mata Atlântica e Preguiças-de-coleira, e da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil.

Em Ilhéus, região do empreendimento Porto Sul, da Bamin, os cuidados para conservação dos primatas tem um significado ainda mais especial: em 2024, a cidade reconheceu oficialmente o mico-leão-da-cara-dourada ((Leontopithecus chrysomelas) como símbolo municipal (Lei nº 4315/2024), reforçando o compromisso local com a preservação da espécie que tem na região seu principal habitat.

O Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetras) Bamin atua na recepção, cuidado e reabilitação de animais resgatados na região de influência da empresa, especialmente vítimas de tráfico, maus-tratos, atropelamentos ou resgatados em áreas de risco. A iniciativa, mantida pela empresa, reforça o compromisso com a preservação da biodiversidade local e o manejo responsável da fauna silvestre. No centro de triagem, os animais recebem atendimento veterinário especializado, alimentação adequada e, sempre que possível, são reabilitados e devolvidos ao seu habitat natural. A estrutura também apoia ações educativas e de conscientização ambiental junto às comunidades, fortalecendo a proteção da fauna e contribuindo para o equilíbrio dos ecossistemas.

Sobre a Bamin

A Bamin faz parte do Eurasian Resources Group (ERG), grupo com atuação global no setor de recursos naturais, presente em 15 países. A empresa é responsável por projetos de mineração e logística na Bahia, como a Mina Pedra de Ferro, em Caetité; o Porto Sul, em Ilhéus; e o trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL 1), que ligará as duas cidades.