Marinha confirma que petróleo retirado de Itacimirim é igual ao de 2019
Publicado em 07/07/2021 às 13:03 edição Lenilde Pacheco
Em uma semana, a força tarefa removeu 500 Kg de petróleo da paradisíaca Itacimirim - Foto: Defesa Civil de Camaçari
Quase dois anos após o maior vazamento de óleo registrado na costa brasileira, cerca de 500 Kg de petróleo acabam de ser retirados, da Praia de Itacimirim, município de Camaçari, na região metropolitana de Salvador. Em nota, a Marinha, por meio da Capitania dos Portos da Bahia, afirmou que uma a análise feita pelo Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM) concluiu que os resíduos apresentam perfis químicos compatíveis com o material que se espalhou há dois anos em 572 locais de 130 municípios brasileiros. Na época, foram retiradas das praias brasileiras 5,38 mil toneladas de óleo.
A possibilidade colocada pela CPB é de que o reaparecimento do óleo, já em estado de petrificação, se deu em razão das correntes marítimas que formaram uma ressaca, o que ocasionou o ressurgimento dos fragmentos de petróleo. A retirada do material envolveu uma equipe de 35 pessoas, entre técnicos e biólogos, coordenadas pela Marinha, com apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), além da Defesa Civil de Camaçari.
Coordenador-geral do órgão municipal, Ivanaldo Soares informou, nesta quarta-feira (dia 7), que o material retirado corresponde a 80% do óleo que ressurgiu na superfície da praia. Os integrantes da força-tarefa montada para limpeza da praia trabalharam durante os últimos sete dias
O Instituto de Geociências da UFBA também analisa o material e já indicava, desde a semana passada, a alta probabilidade de ser a mesma substância que surgiu nas praias do Nordeste no fim de agosto de 2019. Desta vez, os resíduos foram vistos presos em rochas, sugerindo ter sido ‘desenterrado’ por correntes marítimas de inverno.