Incêndios avançaram na Amazônia no primeiro semestre de 2022, mostra INPE
Publicado em 02/08/2022 às 18:33 edição Lenilde Pacheco
INPE detectou a expansão das queimadas - Foto: Valter Campanato/ABr
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 12.906 focos de queimadas na Amazônia, entre janeiro e julho, o que representa aumento de 14% na comparação com o mesmo período de 2021. Somente em julho, foram mapeados 5.373 focos de calor na região. No Cerrado brasileiro, os números também são alarmantes. Foram detectados 17.582 queimadas nos primeiros sete meses do ano, um aumento de 6% em comparação ao recorte do ano passado, e 24% acima da média dos últimos 10 anos.
Em junho, as queimadas atingiram 11.701km² de cerrado, um aumento de 16% na comparação com junho do ano passado. No semestre, o bioma perdeu 21.346km² de cobertura vegetal. Na Amazônia, a destruição atingiu quase 4 mil km² no primeiro semestre, o maior acumulado desde 2016.
Este período do ano marca o início do verão amazônico e da estação seca no Cerrado, com menos chuvas e umidade mais baixa, combinação propícia para a propagação de incêndios. Essas condições climáticas tendem a se estender até fim de outubro.