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Sistema elétrico: Geração distribuída pode reduzir ocorrências de apagões no Brasil

Publicado em 21/03/2024 às 16:07 edição Lenilde Pacheco


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Leandro Kuhn: são fundamentais os novos investimentos em energia eólica e solar - Foto: Divulgação

Os apagões recorrentes registrados na cidade de São Paulo e o aumento do consumo de energia elétrica no país nos últimos dias chamam a atenção para a importância de se ampliar a potência instalada no país e garantir a estabilidade do sistema elétrico nacional. Neste sentido, o investimento em geração distribuída a partir de fontes de energia como a solar e a eólica é fundamental para atender a demanda crescente por eletricidade, segundo avaliação do engenheiro Leandro Kuhn, CEO da L8 Group, que gerencia a L8 Energy, empresa especializada na industrialização e distribuição de sistemas fotovoltaicos.

Na última sexta-feira (15), o Operador Nacional do Sistema (ONS) registrou um novo recorde na demanda instantânea de carga do Sistema Interligado Nacional (SIN), atingindo 102.478 MW no início da tarde. A média da demanda ao longo de todo o dia também bateu recorde, chegando a 91.338 MWmed. Já a cidade de São Paulo registrou nos últimos dias quedas pontuais de energia, mas que afetaram a operação do Aeroporto de Congonhas na sexta-feira (15) e deixaram mais de 35 mil pessoas sem luz no centro e em bairros da região central na segunda-feira (18).

“Apesar de ainda não sabermos se estes estão ou não diretamente relacionados ao pico de consumo de energia no país, eles servem de alerta para a necessidade de descentralizarmos a produção de energia, com sistemas de micro e minigeração de energia instalados em residências e empresas”, destaca Leandro Kuhn.

Ele explica que ao mesmo tempo que a geração distribuída ajuda a aumentar a potência instalada do SIN ela não deixa o consumidor totalmente refém das operadoras que atuam no mercado regulado, uma vez que estará produzindo a sua própria energia mesmo se houver desabastecimento. “Este é um movimento que já começou e está ganhando cada vez mais força no Brasil, mas precisamos acelerar essa transição energética, para que possamos acompanhar as transformações da sociedade digitalizada em que vivemos”, explica.

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De acordo com informações da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a energia solar representa 99,97% de todos os sistemas conectados de micro e minigerações distribuídas no Brasil. Atualmente são mais de 3,4 milhões de unidades consumidoras que recebem créditos pela energia gerada e 78,68% dos sistemas estão instalados em imóveis residenciais. A energia solar é a segunda principal fonte da matriz energética brasileira, representando 17% de toda energia gerada no país, atrás apenas da hídrica, que detém 48,7% do mercado.

“O atual cenário demonstra que estamos em transição, mas o Brasil precisa avançar muito ainda neste setor para atender à demanda futura dos consumidores. Isso porque com a sociedade hiperconectada existe uma tendência mundial de se utilizar cada vez mais equipamentos de tecnologia e também há uma busca por meios de transporte mais sustentáveis como por exemplo os veículos elétricos e tudo isso requer mais energia”, ressalta Leandro Kuhn.

Sobre a L8

Fundado em 2014, o Grupo L8 é formado pela L8 Security, especializada em soluções para segurança da informação; pela L8 Energy, que atua na industrialização e distribuição de sistemas fotovoltaicos; e pela L8 GROUP, holding operacional do grupo que atua com foco em Telecomunicações e Segurança Eletrônica. Com a missão de facilitar e otimizar a utilização de tecnologias diferenciadas, oferecendo soluções com valor agregado aos clientes, o grupo preza por inovação e materiais de qualidade, tornando-se referência no mercado brasileiro.