Fávaro quer sustentabilidade para dobrar a produção agrícola brasileira
Publicado em 09/01/2023 às 07:19 edição Lenilde Pacheco
Brasil: destaque entre os importantes players do agro mundial - Foto: RR Rufino/Embrapa
Durante as entrevistas concedidas ao longo da última semana, o novo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, deu ênfase à importância da ciência desenvolvida pela Embrapa durante cinco décadas: “É possível dobrar a área plantada no Brasil nos próximos 20 anos sem ter que derrubar uma árvore sequer”, afirmou.
Fávaro ressaltou, como seu primeiro compromisso à frente da nova Pasta, fortalecer a Empresa para que seja cada vez mais motivo de orgulho do povo brasileiro. O ministro enfatizou ainda que a Embrapa é a grande responsável pela posição de destaque do Brasil entre os mais importantes players do agro mundial. “Passamos de 80 milhões de grãos, em 2002, para cerca de 300 milhões em 2022. Por isso, é perfeitamente possível pensar em dobrar essa produção nos próximos 20 anos, de forma sustentável”, complementou.
O ministro garantiu que haverá total integração entre os novos ministérios – especialmente entre os da Agricultura e Pecuária, Desenvolvimento Agrário e Meio Ambiente – para garantir o fortalecimento da agropecuária brasileira sob bases cada vez mais sustentáveis. “Não existem e não podem existir desavenças entre agro e meio ambiente. Estamos todos do mesmo lado para garantir renda, geração de emprego e redução da fome no País”, pontuou.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que esteve presente à posse do novo ministro, definiu como simbólica a realização da cerimônia na sede da Embrapa, “que é a maior responsável pelo alto nível tecnológico da agricultura brasileira”. Segundo Mendes, a importância do agronegócio para a economia brasileira é incontestável, mas ele pontua que é fundamental equilibrar desenvolvimento econômico e social e a Embrapa tem papel determinante nesse sentido.
“Não é aceitável que o maior produtor de grãos do mundo tenha pessoas em situação de fome. É preciso alinhar a responsabilidade fiscal à social”, reiterou, destacando que para isso é fundamental que haja maior integração entre os ministérios para acabar com a insegurança alimentar do povo brasileiro.
Fonte: Embrapa