Educação Ambiental: Dia de Conscientização das Mudanças Climáticas
Publicado em 16/03/2025 às 08:52 edição Lenilde Pacheco
Estudos da Nasa mostram que o nível global do mar apresentou elevação superior à esperada em 2024 - Foto: Agência Brasil
O Dia de Conscientização das Mudanças Climáticas, instituído pela Lei Nº 12.533, fortalece atos, debate e mobilização relacionados a medidas de proteção dos ecossistemas brasileiros. Oportunidade para refletir sobre os impactos da ação humana no planeta e a urgência de novas iniciativas diante das mudanças climáticas.
A data também é importante para educar e mobilizar pessoas para a ações individuais e coletivas que reduzam a pegada de carbono e contribuam para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Isto pode incluir a redução do consumo de energia, o uso de transportes sustentáveis, o apoio a fontes de energia renovável, o plantio de árvores, a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis, de fazer melhores escolhas de consumo (reciclar mais).
As mudanças climáticas são alterações significativas nos padrões do clima global causadas principalmente pela atividade humana, através da queima de combustíveis fósseis, desmatamento, agricultura intensiva e outras práticas que liberam gases de efeito estufa na atmosfera, resultando em eventos climáticos extremos, como secas prolongadas, inundações e ondas de calor.
Há anos os cientistas e organismos internacionais alertam que as alterações humanas na natureza colocam o planeta em risco, e são as causas de eventos climáticos cada vez mais extremos, como furações, tempestades, ondas de calor, secas prolongadas e enchentes.
Nível do mar
Na quinta-feira (dia 13), a Nasa, a agência espacial norte-americana, informou que o nível global do mar apresentou elevação superior à esperada em 2024, principalmente devido ao aquecimento dos oceanos.
De acordo com a análise feita pela agência, a taxa de elevação atingiu 0,59 centímetros, valor consideravelmente superior à projeção inicial de 0,43 centímetros anuais.
“Dados coletados em 2024 demonstram um aumento além do que nossos modelos previram”, afirmou Josh Willis, pesquisador especializado em níveis oceânicos do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da agência. A pesquisa indica uma importante alteração no padrão de contribuição para a elevação do nível do mar.
Tradicionalmente, cerca de dois terços desse aumento eram atribuídos à água proveniente do derretimento de geleiras e camadas de gelo terrestres, enquanto aproximadamente um terço resultava da expansão térmica da água oceânica.
Em 2024, porém, essa proporção inverteu-se, com dois terços da elevação sendo consequência direta da expansão térmica.
“O ano de 2024 registrou as temperaturas mais elevadas já documentadas, e os oceanos do planeta respondem diretamente a esse fenômeno, alcançando seus níveis mais altos em três décadas de monitoramento”, afirmou Nadya Vinogradova Shiffer, responsável pelos programas de oceanografia física e pelo Observatório Integrado do Sistema Terrestre na sede da Nasa em Washington.