img
img

Dia Mundial da Meteorologia: Com relatório, ONU alerta para o ‘caos climático’

Publicado em 23/03/2026 às 11:28 edição Lenilde Pacheco


img

Relatório mostra os impactos dessa crise climática para a saúde, segurança alimentar e migração - Foto: Vladimir Turk/OMM

A Organização Meteorológica Mundial, OMM, alerta para o que chama de “caos climático” ao divulgar seu relatório anual sobre o “Estado do Clima Global” neste Dia Mundial da Meteorologia (23), data da entrada em vigor da Convenção que criou a agência em 23 de março de 1950.

Em mensagem de vídeo, o secretário-geral da ONU falou sobre a gravidade da mudança climática e o significado de alerta do relatório da OMM.

António Guterres afirma que a Terra está sendo empurada para além de seus limites e que todos os indicadores do clima estão emitindo alertas vermelhos.

O documento apresenta indicadores claros sobre gases que causam o efeito estufa, temperatura da superfície, calor, nível e acidificação do oceano, geleiras e a extensão do gelo marinho.

O texto ainda elenca os impactos dessa crise climática para a saúde, a segurança alimentar e a migração com um mapa interativo e recursos multimídia.

Decisões multimilionárias
A agência da ONU lembra que de satélites em órbita da Terra a balões meteorológicos, lançados na atmosfera, de bóias oceânicas a navios em estações remotas, as observações meteorológicas são a base de tudo, desde rotinas diárias até decisões multimilionárias.

O imenso sistema de observação e previsão coordenado pela Organização Meteorológica Mundial é a espinha dorsal das economias globais e o sistema nervoso central dos alertas precoces, que salvam milhões de vidas.

Primeira linha de defesa
Em sua mensagem, António Guterres diz que a ciência precisa e confiável é a primeira linha de defesa, mas o sistema global de observação está sob pressão, com lacunas críticas, especialmente nos países menos desenvolvidos e nos pequenos Estados insulares em desenvolvimento.

O líder das Nações Unidas afirma que governos, bancos de desenvolvimento e o setor privado devem ampliar o apoio à nossa infraestrutura global de observação, desde estações de superfície até satélites, e garantir que os dados sejam compartilhados de forma aberta e equitativa.

Para Guterres, é preciso acelerar os Alertas Precoces para Todos, para que, até 2027, todas as pessoas estejam protegidas.