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Alessandra Zanotto é reeleita presidente da Abapa para o biênio 2027/2028

Publicado em 09/10/2026 às 08:44 edição Lenilde Pacheco


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Diretoria da Abapa: ações planejadas para aproximar a associação das demandas dos produtores rurais

A produtora rural Alessandra Zanotto Costa foi reeleita presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) nesta quinta-feira (8), para o biênio 2027/2028. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral Ordinária realizada em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, com participação presencial e on-line dos associados.

Ao renovar o mandato, Alessandra pretende dar continuidade à reorganização administrativa da entidade, ampliar os serviços oferecidos aos produtores e fortalecer a representação institucional da cotonicultura baiana. Entre as prioridades anunciadas estão a formação profissional, o uso estratégico de dados, a competitividade e a aproximação da associação com as necessidades das propriedades rurais.

No balanço da primeira gestão, a presidente destacou mudanças na estrutura administrativa e na governança, melhorias no Centro de Análise de Fibras e a reestruturação dos programas Fitossanitário e de Capacitação Profissional. Também apontou o fortalecimento do diálogo com os poderes públicos e outras organizações do agronegócio.

Articulação institucional

A atuação da Abapa na defesa dos interesses dos produtores inclui questões fundiárias, embargos ambientais e segurança jurídica das propriedades rurais. A entidade também destacou articulações relacionadas ao diferimento do ICMS e à reinclusão de associados no Programa de Incentivo à Cultura do Algodão da Bahia (Proalba).

Outra iniciativa citada foi o Diálogos pelo Oeste, projeto desenvolvido pela Abapa e incorporado à agenda da Aliança do Agro. A iniciativa reuniu entidades do setor na elaboração de um plano diretor com prioridades para o desenvolvimento do agronegócio regional, apresentado aos candidatos ao Governo da Bahia.

Para o novo mandato, a associação pretende ampliar a oferta de informações estratégicas aos associados e fortalecer sua interlocução com governos e instituições. A diretoria também defende maior participação dos produtores nas decisões da entidade.

A agenda da cotonicultura, porém, envolve desafios que ultrapassam a competitividade e a segurança jurídica. A produção de algodão exige atenção à conservação do solo, à proteção dos recursos hídricos e à preservação de nascentes e da vegetação nativa. Essas práticas são relevantes para reduzir impactos ambientais, proteger a biodiversidade e favorecer a sustentabilidade da atividade agrícola no longo prazo.

O material divulgado sobre a reeleição não detalha novas metas ou compromissos ambientais para o biênio 2027/2028. A incorporação de objetivos mensuráveis de conservação à agenda setorial é um aspecto importante a acompanhar na atuação da entidade.

A nova diretoria reúne representantes da gestão atual e novos integrantes. Além da eleição dos conselhos Diretor e Fiscal, a assembleia extraordinária realizada no mesmo dia incluiu a deliberação sobre projetos a serem submetidos ao Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).