img
img

ONU alerta para a corrida contra o tempo em ações de preservação do planeta

Publicado em 13/11/2021 às 07:41 edição Lenilde Pacheco


img

Foto: Kiara-Worth/Unfccc

Apelos pela urgência de medidas concretas para salvar o planeta da crise do clima acompanham o cair do pano nas negociações da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, COP26, em Glasgow, na Escócia. Nesta sexta-feira (12), a data oficial do encerramento, o secretário-geral integrou pessoalmente a reta final das negociações. António Guterres chamou a atenção sobre o evento procurar manter a vida com a meta ao tentar limitar a elevação da temperatura global a 1,5 ° C.

A representante especial da ONU para a Redução de Risco de Desastres pediu que a ação internacional se traduza numa alta em investimentos para prever e informar sobre as ameaças. Mami Mizutori diz que os líderes globais têm de se comprometer com “adaptação liderada por ações locais” por ser “crucial para as cidades e comunidades” vivendo nesses níveis.

Já a Agência da ONU para Refugiados, Acnur, apelou aos Estados a implementar acordos sobre o alvo de 1,5 ° C que garanta a neutralidade de carbono até meados do século. Sem isso, “milhões de refugiados, deslocados e apátridas serão severamente afetados”.

Os esforços para mitigar as emissões, aumentar o financiamento e o apoio à adaptação devem passar de palavras a ações em favor de deslocados e apátridas.

O Acnur vê essas medidas como “essenciais para proteger comunidades vulneráveis e evitar consequências arrasadoras para milhões de refugiados, deslocados e apátridas”.

O Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, realça efeitos combinados da mudança do clima e as consequências da falta de ação. Uma petição online feita aos líderes globais #DearWorldLeaders conclama à ousadia e urgência.

A Organização Meteorológica Mundial, OMM, afirma que decisões na COP26 determinarão o futuro do planeta.

A chefe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, disse que a terra tem sido fragmentada e transformada de tal modo que a natureza vem sendo pressionada. Inger Andersen voltou a pedir atenção às crises simultâneas da mudança climática e da perda de biodiversidade. Ela diz que “ainda há tempo para tomar medidas em favor do clima agindo de imediato”.

Para o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, como o coronavírus ataca todas as partes do corpo, a crise do clima afeta todas as células. Tedros Ghebreyesus aponta riscos que vão desde a exaustão pelo calor e insolação, até asma e doenças pulmonares e, em última instância, a morte.

Direitos Humanos

Um novo relatório do Escritório para os Direitos Humanos da ONU, foca a região africana do Sahel onde as temperaturas estão subindo 1,5 vez mais rápido do que a média global.

Chuvas erráticas e as estações chuvosas irregulares são acompanhadas por inundações frequentes e limitam os meios de subsistência afetando colheitas e pastagens na área abarcando nove países.

Em cidades, especialmente nas áreas costeiras, aumenta o nível do mar e inundações vão forçando a população a optar pela migração que “piora a situação de vulnerabilidade de milhões de pessoas”.

No que tem sido considerado um avanço substancial, a COP26 divulgou uma projeção de aquecimento global mais baixa até o momento.

Um relatório da Agência Internacional de Energia ressaltou que se os governos cumprissem seus compromissos de longo prazo, isso colocaria a humanidade numa direção a cerca de 1,8 ºC de aquecimento.