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Nordeste e Amazônia são mais vulneráveis às mudanças climáticas, aponta IPCC

Publicado em 04/03/2022 às 08:27 edição Lenilde Pacheco


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Amazônia: ameaça ao reservatório de carbono - Foto: Ministério do Meio Ambiente

Nordeste e Amazônia são regiões mais vulneráveis às mudanças climáticas. É o que mostra o novo relatório do Grupo de Trabalho II do IPCC (Painel de Mudanças Climáticas da ONU), que avalia a vulnerabilidade dos sistemas socioeconômicos e naturais às mudanças do clima.

O grupo de estudo utilizou os cenários que incluem desde a continuidade das emissões atuais, o que levaria a aquecimento médio de 3,5°C, até reduções fortes de emissões, limitando a alta a 1.5°C ao longo deste século. Qualquer que seja o cenário, os impactos são fortes hoje.

A seca no Brasil Central de 2021, da intensificação dos eventos climáticos extremos, como as chuvas pesadas em Petrópolis, na Bahia e em Minas nos últimos meses, são alguns exemplos.

No Nordeste, a queda de 22% na chuva, combinada com aumento de temperatura de 3°C a 4°C, pode tornar a região semidesértica. A Amazônia – maior reservatório de carbono de todas as regiões continentais -, tende a lançar parte dos 120 bilhões de toneladas de carbono que o ecossistema contém, agravando o efeito estufa.

Saúde humana

O documento mostra que as mudanças climáticas provocam eventos extremos (inundações, deslizamentos) e também a redução da capacidade de produzir alimentos, impactos nas cidades, aumento do nível do mar (que afeta todas as áreas costeiras), ondas de calor e seus impactos na saúde humana, assim como o comprometimento dos serviços ecossistêmicos.